sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

QUANDO SE ACREDITA NA MENTIRA


Hans Meiser, apresentador de televisão alemão, experimentado nos negócios televisivos, concluiu: "Quem leva a televisão a sério está perdido."
Com esta declaração, Hans Meiser, talvez sem o querer, acertou o cerne da questão. Quem acredita na mentira, de fato já está perdido.

Vemos isso quando os primeiros seres humanos caíram em pecado no Paraíso. Eva deu ouvidos à mentira de Satanás: "É assim que Deus disse...?" (Gn 3.1). "É certo que não morrereis" (v.4). O resultado foi que, tanto ela quanto seu marido se perderam no mesmo instante em que deram ouvidos à mentira de Satanás e transgrediram o mandamento de Deus. Eles, com isso, viraram as costas para a verdade divina, comeram o fruto proibido, saíram da comunhão com Deus, tiveram de deixar o Paraíso e a morte passou a governar a vida.

Desde então nada mudou no nosso mundo. O homem acredita mais na mentira do que na verdade que vem de Deus. Quantas mentiras são espalhadas pelos meios de comunicação e até pelos livros escolares. As teorias mais malucas podem ser propagadas, e encontram adeptos em todos os lugares. E, apesar disso, o homem ainda pensa que é inteligente, moderno, "in", acha que está acompanhando os acontecimentos de maneira racional.

Tomemos, por exemplo, a teoria da evolução. Na fábula do sapo que vira príncipe, todos estão cônscios de que se trata de um conto de fadas. Ninguém chegaria a pensar em levar a sério essa história. Mas com a teoria da evolução é mais ou menos assim: acredita-se que o ser humano tenha surgido de outros seres inferiores e que o mundo tenha surgido de uma explosão inicial, e assim por diante. Mas ao contrário da história do sapo que vira príncipe, acredita-se piamente na teoria da evolução e ela é defendida com veemência.

A fé em um Senhor vivo, em um Deus criador, é considerada antiquada e atrasada.
Aqui se levanta a questão: o que requer fé maior, crer na teoria da evolução, que diz que tudo surgiu por acaso, ou crer que um Deus criador fez todas as coisas? Na verdade, tudo neste mundo nos leva a concluir que não pode existir um acaso tão grande como quer dizer a teoria da evolução. Por exemplo, sabe-se hoje que os enormes períodos de tempo, necessários à evolução, produzem o contrário de desenvolvimento e evolução. O aumento de entropia (medida da quantidade de desordem de um sistema) produz a destruição da ordem. Quanto mais tempo houver à disposição, mais fortes serão as marcas da desintegração. Cientistas criacionistas também afirmam que, se a vida pudesse surgir por acaso, isso poderia ser demonstrado através de experiências e cálculos. O surgimento de vida deveria ser repetido em laboratório, mas nada disso aconteceu até hoje.

Até do homem de Neandertal, que há alguns anos era considerado intermediário entre homem e macaco, afirma-se agora que se ele tomasse banho, se barbeasse e andasse vestido de maneira moderna, não se diferenciaria muito dos homens de hoje. Em um supermercado não se notaria a diferença entre ele e uma pessoa que vive no tempo de hoje.

Apesar de todas as pesquisas reais e sérias indicarem que houve uma criação, acredita-se mais facilmente no conto do sapo que vira príncipe do que na verdade que vem de Deus, do qual está escrito:
–"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis" (Rm 1.20).
–Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem" (Hb 11.3).

A seguinte história pode mostrar a diferença entre verdade e mentira:

"Certa vez a verdade e a mentira foram passear juntas. Passaram perto de um belo lago, e o dia estava quente. A mentira falou à verdade: ‘Venha, vamos nadar juntas, está um dia tão bonito.’ A verdade respondeu: ‘Sim, vamos nadar.’ Ambas se despiram, e a verdade pulou na água antes da mentira; a mentira ficou fora da água, pegou as roupas da verdade e sumiu. Desde então, a mentira anda por aí com as roupas da verdade, mas a verdade é considerada mentira." (Norbert Lieth)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FIRMEZA INABALÁVEL



Não haverá sobrevivência religiosa se não houver firmeza. Daí a veemente exortação de Paulo: "Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor" (1 Co 15. 58).
Sem firmeza ninguém suporta a pressão da carne, a pressão do curso deste mundo e a pressão do diabo. Sem firmeza ninguém suporta a provação, a provocação e a tentação.
Sem firmeza ninguém suporta certas circunstâncias, certos acontecimentos e certos lugares. Sem firmeza ninguém suporta a dor, a doença e a morte. Sem firmeza ninguém suporta a tristeza, a depressão e o estresse. Sem firmeza ninguém suporta o vazio, a solidão e a saudade. Sem firmeza ninguém suporta o imprevisto, o revés e a ruína. Sem firmeza ninguém suporta a indiferença alheia, o desamor e o ódio. Sem firmeza ninguém suporta a crise da adolescência, a crise da maioridade e a crise da terceira idade. Sem firmeza ninguém suporta a falta de emprego, a falta de dinheiro e a falta de comida.

A ausência de firmeza explica o abandono da fé, o abandono da esperança, o abandono do entusiasmo e o abandono do compromisso evangélico da parte de não poucos cristãos, depois de um razoável período de fidelidade a Cristo. É como cantamos: "Quantos, que corriam bem,/ De ti longe agora vão!/ Outros seguem, mas também/ Sem calor vivendo estão".

Sem firmeza a fé não consegue desafiar o tempo. O tempo é a maior prova da autenticidade e da firmeza da fé. Jesus menciona este fato na parábola do semeador. O que aceita a Palavra com alegria mas não se preocupa com o crescimento da raiz terá fé de pequena duração: "Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo a abandona" (Mt 13.21).

De onde advém a firmeza inabalável? Uma das mais poderosas nascentes da firmeza é a compreensão da verdade ouvida ou lida. Não é apenas a fé que "vem por ouvir a mensagem" (Rm 10.17). A firmeza também vem da exposição bíblica. Só depois de discorrer empolgadamente sobre a ressurreição de Jesus e a decorrente ressurreição dos mortos, só depois de demonstrar que a morte foi tragada pela vitória ou absorvida na vitória de Jesus, é que Paulo dirige seu apelo aos coríntios: "Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale" (1 Co 15.58, NVI).

O apóstolo havia acabado de dissecar o tema da ressurreição, de demonstrar a ressurreição de Jesus, de cimentar a ressurreição dos mortos com a ressurreição de Jesus, de declarar que Jesus está colocando debaixo de seus pés todas as estruturas malignas e todos os responsáveis por elas, de explicar a natureza do novo corpo ressuscitado, de lembrar que os que estiverem vivos por ocasião da vinda de Jesus terão seus corpos subitamente transformados e de declarar a vitória espetacular de Jesus sobre a morte. Essa última informação é rica demais: "A morte foi absorvida na vitória" (tradução de A Bíblia de Jerusalém). Em outras palavras, a morte foi chupada, exaurida, esgotada, consumida, engolida, arrebatada na vitória de Jesus. Ora, depois de todas essas lembranças, Paulo, então, conclama: "Assim, irmãos bem-amados, sede firmes, inabaláveis, fazei incessantes progressos na obra do Senhor, cientes de que a vossa fadiga não é vã no Senhor".

A firmeza inabalável, que resiste todos os embates em todo tempo, depende também da prática cristã. Basta ouvir o ensino de Jesus: "Quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha". (Mt 7.24-25, NVI.)

Essa aliança de doutrina e prática, de fé e vida, de conhecimento e obras, de revelação e realização, de alvo e busca — é responsável por uma firmeza inabalável, da qual nenhum cristão sério e que deseja permanecer ligado a Jesus até à morte pode dispensar!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

HUMILDADE



Como é fácil acharmos que somos importantes. Quantas vezes nos vangloriamos do que somos e do que temos e às vezes até nos mostramos humildes, sendo que por dentro temos muito orgulho do que conseguimos.

Não é diferente com aqueles que se dizem cristãos. É nos passado uma imagem de que devemos ser humildes, servos, não olhar nossos interesses, e acabamos ressentidos por ter que carregar essa máscara de santidade para que as pessoas nos vejam como somos exteriormente aceitáveis.


Esquecemos que para Deus há outra medida e um diferente padrão para se medir o sucesso. Em I Coríntios 1.26-29 diz que "Deus escolheu as cousas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as cousas fracas do mundo para envergonhar as fortes e as cousas humildes e desprezadas e aquelas que não são para reduzir a nada as que são, a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus" .

Quão sábios seríamos se nos lembrássemos disso! Títulos acadêmicos, riquezas, poder, não têm valor diante do Senhor do Universo.

Nabucodonosor descobriu isso da pior maneira possível. Como rei e governante, ele se achava o tal, até o dia em que precisou comer grama para aprender que o "Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles" (Dn. 4.17).
Por que será que os homens se voltam em busca de riqueza, poder, nome? Por que o homem gasta tempo, esforço e até a própria vida na ânsia de que reconheçam quão importante é? Creio que o homem busca tudo isso porque lhe é dito que essa é a marca do sucesso e ninguém quer ser considerado um fracassado, um perdedor.


Para os cristãos, porém, fica o alerta de Pedro em sua segunda carta, capítulo 5 verso 5 e 6. "Cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes, concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno vos exalte" .
Deus quer homens e mulheres fracos, mas, que busquem a sua força no Senhor. Ele quer homens e mulheres dispostos a sofrerem humilhações por Seu nome e que se disponham a estar sempre sob a sua poderosa mão.
Na humildade de reconhermos que somos completamente dependentes de Deus é que mostraremos ao mundo a nossa força.

Ilkiss Lima Wilhelms

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Meus bons propósitos para o ano novo



Bons propósitos para o novo ano... é possível cumpri-los? José toma um lápis, uma folha de papel e sempre anota seus maus costumes e erros - e com firme decisão escreve: "dessa vez quero cumprir meus bons propósitos".


- 1 de Janeiro - "Tudo bem: durante todo dia pensei nos meus bons propósitos".


- 2 de Janeiro - "Muito trabalho na loja; num telefonema me escaparam algumas palavras que não deveria ter dito, mas não foi intencionalmente".


- 3 de Janeiro - "Não foi tão bom; inconscientemente escondi um cigarro e fumei mais um antes que me desse conta".


-4 de Janeiro - "Hoje estou muito ocupado para pensar em bons propósitos".


- 10 de Janeiro - "Bons propósitos? que nada...! eu não sou tão mau assim ".

Quantos de nós ja passamos por essa experiência! Não decorrem muitos dias depois de decidirmos mudar e notamos que é difícil melhorar a nós mesmos - e finalmente chegamos à conclusão de que nem somos tão maus assim.


As pessoas gostam de fazer um novo começo quando reconheçem sua pecaminosidade - mas, infelizmente olham para pessoa errada. Elas olham para dentro de si mesmas e tentam melhorar a natureza velha, pecaminosa - e cada vez isso termina em fracasso. Deus diz que tentar fazer algo de bom por si mesmo é uma tentativa tão inútil como tentar mudar a pele de um mouro.


Porém Deus tem um outro caminho para mudar uma pessoa e possibilitar-lhe um novo começo. Ele ofereçe não só um novo começo, mas também apaga os pecados do passado: " E, assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram nova" (2Co 5:17).


Neste novo começo de ano por que não reconheçer Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, para experimentar a alegria do perdão de seus pecados e ter a certeza da vida eterna? Ao invés de estabelecer bons propósitos a cada ano, você poderá olhar para o passado, para o momento em que Deus lhe deu um novo começo - uma nova vida - uma nova esperança.


Jesus disse em Jo 6:37: " O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora".


(C.H. Dennis)




quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A surpresa que não deveria ser surpresa


Ninguém contava com a ressurreição de Jesus

A ressurreição de Jesus de entre os mortos foi uma tremenda surpresa. Para todo mundo. Para os apóstolos. Para Cléopas e seu companheiro de caminhada. Para as mulheres da Galiléia. Para José de Arimatéia e Nicodemos. Para os principais sacerdotes. Para fariseus e saduceus, especialmente para estes, “que dizem não haver ressurreição” (Mt 22.23). Para o Governador Pôncio Pilatos e o rei Herodes Antipas. Para as multidões que cantavam “Hosana ao Filho de Davi” e para as multidões que gritavam freneticamente “Crucifica-o”. E, talvez, até para Maria, sua mãe.
Os apóstolos custaram a assumir a ressurreição do Senhor, apesar das aparições. Jesus lhes mostrou as marcas dos cravos nas mãos e nos pés e ainda permitiu que eles o apalpassem (Lc 24.39-40), o que provavelmente fizeram, já que João declara algum tempo depois: “O que nossas mãos apalparam... anunciamos também a vós outros” (1 Jo 1.1-3). Para se certificarem de que era um Jesus ressurreto de carne e ossos, e não um espírito, o Senhor lhes pediu algo para comer na presença deles (Lc 24.41-43). Tomé foi o mais resistente. Não levou a sério o testemunho das mulheres da Galiléia nem o testemunho de Pedro e João nem o testemunho dos demais apóstolos nem o testemunho dos dois discípulos de Emaús: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei” (Jo 20.25).

O que levou as piedosas mulheres da Galiléia ao túmulo de Jesus antes do nascer do sol do primeiro dia da semana não foi a ressurreição dele, mas exatamente a não-ressurreição e a vontade férrea de ungir seu corpo com os aromas que haviam preparado (Mc 16.1; Lc 24.1).

Para as autoridades, para o povo e para os discípulos a morte de Jesus foi o ponto final de sua vida, de sua carreira e de sua influência. Os dois andantes de Emaús usaram os verbos no tempo passado: Jesus “era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante do povo” e “Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel” (Lc 24.19, 21).
Mas Jesus ressuscitou ao terceiro dia, “com numerosas e indiscutíveis provas” (At 1.3). E foi visto por muitas pessoas pelo espaço de quarenta dias, até ser assunto aos céus.

Surpresa totalmente desnecessária

A surpresa da ressurreição de Jesus não deveria ser surpresa.

Primeiro, por causa da lógica, como muito bem argumentou Pedro no dia de Pentecoste: “Não era possível que Jesus fosse retido pelo poder da morte” (At 2.24). Enquanto vivo, Jesus demonstrou poder absoluto sobre a morte. Ele havia arrancado da morte a filha de Jairo (recém-falecida), o filho da viúva de Naim (a caminho do cemitério) e o irmão de Maria e Marta (já sepultado e em estado de putrefação). Uma ressurreição não foi mais fácil nem mais difícil que a outra. Além de tudo, Jesus havia feito uma declaração muito ousada “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11.25).

Segundo, por causa do enredo, como bem expressam as Escrituras proféticas: “Não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Sl 16.10; At 2.27). A história de Jesus e a história da redenção ficariam sem sentido se Ele não tivesse ressuscitado. Jesus desencravou a história e desencadeou os últimos acontecimentos ao abrir os sete selos do Apocalipse, porque não era um cordeiro morto, mas “um cordeiro que parecia ter estado morto” e que agora está “de pé, no centro do trono” (Ap 5.6). Desde o início do Apocalipse, Jesus é quem afirma: “Sou aquele que vive; estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre” (Ap 1.18).

Terceiro, por causa da orientação dada a este respeito pelo próprio Jesus. Por diversas vezes e com muita clareza o Senhor revelou aos seus discípulos que em Jerusalém seria morto mas ao terceiro dia ressuscitaria: “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos... ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (Mt 16.21; 17.22; 20.18-19). Certa feita, Ele explicou: “Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la” (Jo 10.17-18). Jesus nunca separou sua morte vicária de sua ressurreição. Depois da transfiguração, Ele ordenou a Pedro, Tiago e João que a ninguém contassem a visão, “até que o Filho do homem ressuscite dentre os mortos” (Mt 17.9). Na noite anterior à sua morte, Jesus avisou aos discípulos: “Depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia” (Mt 26.32).

Quarto, por causa das imagens que Jesus usou para ilustrar sua ressurreição. Uma delas foi tirada da conhecida história do profeta Jonas: “Assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites [o resto da sexta-feira, o sábado e o início do domingo] no coração da terra” (Mt 12.40). A outra foi a relação que Ele traçou entre o templo de Jerusalém e seu corpo: “Destruam este templo, e Eu o levantarei em três dias” (Jo 2.19). Só depois da ressurreição é que seus discípulos entenderam que Jesus se referia não ao templo, construído em 46 anos, mas a Ele mesmo (Jo 2.22).

Ontem e hoje

Naquele tempo, a surpresa que não deveria ser surpresa foi a ressurreição de Jesus. Por falta de atenção. Por preguiça mental. Por negligência espiritual. Também por causa daquele véu diabólico que encobre o que está a descoberto e cega o entendimento sadio.

No tempo de hoje, os cristãos correm o sério risco de não acreditar nem esperar o cumprimento de outras promessas de Deus, tais como sua segunda vinda em poder e muita glória, a ressurreição dos mortos e a súbita transformação dos vivos e os novos céus e nova terra. Serão surpresas que não deveriam ser surpresas. A bem da nossa segurança emocional. A bem da nossa fé evangélica. A bem da nossa comunhão com Deus. A bem do nosso entusiasmo cristão.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010



Era uma vez um rapaz que ia muito na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que, como bons cristãos, sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.
UM BELO DIA, O BOM PAI LHE PROPÔS UM ACORDO:


--Se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um carro de presente. Por causa de carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do Rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso era mau !
O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou ! Fora aprovado para o curso de Medicina. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel.

Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente, Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa era uma BÍBLIA. O rapaz ficou visivelmente
decepcionado e nada disse.

A partir daquele dia, o silencio e distancia separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família. O tempo passou, ele se formou conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. FALECEU...

No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a BÍBLIA que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro Dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A CARTA DIZIA:

"Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A BÍBLIA SAGRADA. Nela aprenderás o AMOR A DEUS e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".

Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto.

E A CARTA FINALIZAVA ASSIM:

"Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isso leva a erros terríveis e a um fim ainda pior. Antes que seja tarde, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, vai ver que há também um cheque escondido".
I Corintios 13 "Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino. Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas dos seus lugares, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.O amor é eterno. Existem mensagens espirituais, porém elas durarão pouco. Existe o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento, mas também terminará. Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá.Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança. O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus. Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor."

quinta-feira, 8 de julho de 2010

PARÁBOLA DA VIDA REAL



Autor Desconhecido

Havia um rapaz muito infeliz. Seu nome: João. Ele era uma pessoa realmente triste. Do tipo de pessoa que ninguém queria estar por perto. Era um cara tímido, e mal-humorado. Nem amigos tinha. Mas ele, como todo mundo, buscava a felicidade. Ah!! Como ele a procurava!!

Certa vez, buscando conselhos, alguém lhe disse: "- Ei, coloque essa máscara. As pessoas olharão pra você e verão em você um cara simpático!!" João respondeu que não queria fazer aquilo. E, a pessoa insistiu: "-Não esquenta cara, é assim que todos fazem!!" E João fez isso: ''desenhou'' um belo sorriso no rosto. Enfim, passou a usar uma máscara. Todos se encantaram com o novo João. Agora onde ele chegava, ele era bem quisto. Todos gostavam de ouvir suas piadas e suas histórias. Ele era o que você descreveria como uma pessoa feliz.
Dava gosto de estar com ele. Mas quando as pessoas não estavam por perto, João era outra pessoa. Certa vez quase o flagraram chorando. Poucos souberam, mas João estava pensando em suicidar-se. Mas por quê? Ele parecia ser tão feliz!!! Bem, uma máscara pode mudar o exterior, mas não o interior. Por dentro, ele continuava a mesma pessoa infeliz.

Depois desse dia, ele desistiu de usar a máscara. E claro: todos se distanciaram dele. Ele já não era uma pessoa que interessasse aos outros. Ele sentiu na pele a superficialidade dos relacionamentos. João percebeu que as pessoas perguntam "Como vai? Tudo bem?" mas não querem que a outra responda como realmente tem passado. As pessoas, em geral, não são sinceras ao perguntar isso. Se ele parasse e respondesse como estava sentindo-se, o deixariam falando sozinho ou lhe chamariam de chato. As pessoas, em geral, não se preocupam com as outras: apenas usam uma máscara.

Decepcionado com as pessoas, e mais triste que nunca, João saiu pelas ruas. E caminhou muito... De repente João tropeçou num livro. Era uma Bíblia!! E João começou a folheá-la e leu... "Mt:11:28-30: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." Um turista que passava por perto logo foi dizendo: "-Cara, deixa isso pra lá. Esse é o livro mais fantasioso que conheço".

Mas João, não se importou, e continuou a ler... "João:6:37: ...o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." E naquele dia João, caiu de joelhos, e em lágrimas disse: "- Jesus Cristo, eu me achego a ti, Senhor, pois sei que te importas comigo! Perdoa meus pecados e alivia meu fardo...." E aquele rapaz foi inundado por uma paz ímpar.

Agora, justo agora, quando havia perdido as esperanças nas coisas materiais, que este mundo tanto valoriza, João encontrou a felicidade. Ele já não sorria por usar uma máscara. Mas porque tinha motivos pra isso. Ele entendeu o que Jesus quis dizer com as palavras abaixo: "Não se turbe o vosso coração; credes no Pai, crede também em mim... Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá." (Evangelho de João, capítulo 14) E essa paz, verdadeira, está disponível a cada um de nós. Basta se achegar ao Filho de Deus!

Que tal experimentar?! (autor desconhecido)

REFLEXÃO - Pr. Elinaldo Renovato de Lima

É assim, mesmo. Na vida real, as pessoas, em sua maioria, não gostam da verdade. Preferem a aparência. Não valorizam a realidade, mas se sentem melhor com a fantasia, a máscara. É o que faz o diabo, levando muita gente a usar máscaras. Até mesmo cristãos caem nessa armadilha, de usarem máscara, sendo hipócritas, escondidos através do manto da falsa imagem. Jesus disse que , no meio do "trigo" (crentes fiéis), haveria o "joio" (os falsos crentes). Eles convivem lado a lado, frequentando a mesma congregação, cantando no mesmo grupo de louvor, participando do ambienta da igreja local. E tem mais: se parecem com o trigo, ou seja , eles usam máscaras.

Mas, um dia, toda máscara cairá, diante do fogo do juízo de Deus.
NO caso do João, ele usava máscara por fraqueza espiritual e moral. Não tinha forças sequer de se abrir com alguém, ou ao abrir-se, tirando a máscara, viu que as pessoas preferiam seu sorriso cínico a suas lágrimas sinceras.

Mas, para sua felicidade, no caminho da vida, encontrou-se com Aquele que é "o caminho, a verdade , e a vida", JESUS CRISTO, que o salvou, e lhe deu felicidade.

Vale a pena experimentar, entregando a vida a JESUS CRISTO.