quinta-feira, 17 de abril de 2008

A FÉ

SÃO JOÃO 4:47 a 54

Segundo o autor do Livro de Hebreus, a Fé é a certeza de que vamos receber o que esperamos e a prova de que existem coisas que não vemos. Hebreus 11:1, e foi pela fé que os grandes homens do passado tal como Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Elias, Davi, Paulo, Pedro, entre outros conseguiram a aprovação de Deus, e com isto além de uma benção terrena, tiveram seu lugar no céu garantido.
A fé se compara aos ramos de uma arvore que não são visíveis aos nossos olhos, mas certamente seguram a vida de uma imensa arvore e seus frutos, não se pode ver a fé, você só saberá que a possui quando sentir sua vida abalada, um vento forte soprar em sua direção, sua fé invisível irar segura-lo como se estivesse preso a Cristo, assim a arvore não cai ou morre, as raízes a seguram fortemente ao chão, e uma curiosidade é que as raízes crescem sempre para baixo, quanto mais profundo for ao chão maior será a arvore, assim é a nossa fé, quanto maior for a nossa fé, mais firme seremos.

a) 1º FASE DA FÉ 4:47

Neste texto Bíblico vemos o centurião que ouviu falar de Cristo e o procurou, este homem tinha um filho com uma grave doença, possivelmente estava abalado emocionalmente, quando isto acontece as pessoas mal conseguem pensar, perdem o sono, trabalham mal, erram com muita freqüência, procuram a todo custo a solução para os seus problemas o mais rápido possível, e tendo alguém como um filho doente em casa, isto é ainda pior, o medo de perder a pessoa amada nos rouba a tranqüilidade, possivelmente aquele oficial teria procurado soluções em tudo o que pensou, a todo o custo procurou salvar a vida de seu filho, é exatamente nestas ocasiões que precisamos ter fé, em Hebreus 11:1, a Fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova daquilo que não se pode ver, aquele oficial necessitava ter fé, ainda que pequena, mas precisava ter, com isto poderia crer que seu filho seria enfim curado, livre da doença e da morte, a fé lhe daria o descanso que a ansiedade dos últimos dias e horas haviam lhe tirado, somente a fé pode trazer o descanso da mente e do coração, mas como ter fé, como obtê-la em nossa vida. O centurião ouviu falar que Jesus tinha chegado a cidade, com certeza também ouviu falar dos feitos de Jesus, os milagres que realizará até então, e com isto aquele homem creu que o mesmo Jesus poderia enfim curar seu filho, a fé nasceu em seu coração quando ele ouviu falar de Jesus, a fé é uma pequena semente que é lançada em nossas vidas através de nossos ouvidos, uma palavra entra em nossa mente, e uma esperança nasce em nosso coração, como vemos, o ouvido é a parte do corpo por onde nasce a fé em nossas vidas, pois a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus Romanos 10:17, quando prestamos atenção, e ouvimos atentamente a palavra de Deus, neste momento a fé é plantada em nosso coração, e assim aconteceu com aquele homem, ele primeiro ouviu falar de Jesus, e imediatamente creu, isto porque a semente da fé já estava brotando.

b) 2ª FASE DA FÉ 4:50

O homem rogou a Jesus que curasse seu filho, e como o mestre se demorou um pouco a lhe dar a resposta, o homem insistiu com Jesus para que fosse a sua casa o mais depressa possível, pois a doença de seu filho era grave, como vemos o homem se rendeu a Jesus, acreditou fielmente que ele poderia curar seu filho, foi quando o Senhor lhe disse " Vai o teu filho vive " , o Senhor não colocou a mão em sua cabeça para o abençoar, e tão pouco orou numa peça de roupa de seu filho, apenas mandou que fosse embora, pois o menino já estava curado, a fé daquele homem ainda era pequena, e mesmo assim o oficial creu na palavra de Cristo, depositou confiança na palavra de Jesus, não discutiu, não pediu segunda vez, creu, isto foi o bastante, o homem foi embora para sua casa , andou por muito tempo, talvez umas vinte horas de viagem, durante todo este tempo não duvidou da cura de seu filho, seu coração descansou, se livrou da ansiedade demonstrando assim ter fé, esta fé era momentânea não era algo permanente, a semente da fé em seu coração ainda era pequena, quando se crê em Cristo significa entrega de nossas vidas e problemas, devemos descansar no Senhor, assim como aquele homem o fez, a perda de sono é sinal de incredulidade. Salmo 127, a fé daquele homem ainda não era grande o bastante para se viver uma vida Crista e seu dia a dia, é bom porque é mais fácil ir a igreja as primeiras vezes, do que viver um dia a dia de batalhas com satanás era forte apenas para a cura de seu filho, e nada mais.
Assim como uma semente a fé precisa ser regada dia após dia, quando se planta uma semente de qualquer planta, o bom agricultor passa a regar diariamente, um pouco de água será o bastante para manter a semente viva fazendo a crescer pouco a pouco, água demais e terra de menos a mesma poderá morrer, assim a fé não nasce e cresce num só dia, é preciso molhar a fé com a água da vida, a palavra de Deus, é necessário continuar a ouvir a palavra santa que assim trará crescimento aquela pequena semente de fé, quando alguém abandona a igreja e deixa de ouvir as mensagens de Deus, a mesma perde a pequena fé que possui, o crescimento natural da fé é interrompido e a mesma morre.

C) 3ª FASE DA FÉ 4:52

O homem já sabia da cura de seu filho, chegou em sua casa, ouviu as noticias de alegrias da vida de seu filho, certamente o abraçou, o beijou, uma grande reunião familiar deve ter acontecido naquela casa, um grande banquete talvez tenha acontecido para celebrar a chegada do homem a sua casa após tão grande viagem, e a cura do menino, mas algo não saiu do coração daquele pai, o mesmo procurou saber mais de Cristo, estava a procura de detalhes, algo que fortalecesse sua fé, procurou saber a que horas exatamente o menino foi curado, isto é fé em crescimento, qualquer um no lugar dele teria se esquecido deste detalhe em meio a tanta alegria, o homem acreditou que Cristo não dava somente a cura a seu filho, seu coração estava cheio da presença de Deus, ele não se esqueceu de uma só palavra de Jesus, e o resultado foi a salvação de toda a família Atos 16:31. A fé deste homem começa a ter um crescimento bastante sadio, ele chegou a um estagio que lhe e possível obter a salvação, tanto a dele como de toda a sua família, mas ainda terá de crescer, pois esta fase ainda não lhe da forças para a batalha espiritual.
Quantas pessoas não conseguem passar desta fase, vão a igreja, recebem uma graça de Deus, se vêm em situação melhor, e se esquecem de Deus, dão as costas para a igreja, abandonam tudo que aprenderam até então, para se ocupar com suas alegrias e conquistas, os afazeres do dia a dia matam sua fé, que até esta fase estava crescendo rapidamente, na verdade são poucos os que passam desta fase e chegam a possuir uma fé mais sadia e forte, são poucos os que buscam a Deus mesmo estando tudo bem em casa, não esperando alguém ficar doente em casa para voltar a igreja, assim também aconteceu quando Jesus curou dez leprosos, São Lucas 17:12 a 19, quando estavam doentes, todos vieram pedir a misericórdia de Jesus, enquanto estavam leprosos, todos, os dez vieram até Jesus, eles também ouviram falar de Jesus assim como aquele centurião, eles também creram de imediato quando Jesus os mandou ir se apresentar ao sacerdote comprovando assim a cura da lepra, porém quando perceberam que já estavam limpos do doença, ficaram tão felizes que imediatamente foram comemorar a cura, procuraram seus parentes a fim de festejar a graça recebida, mas só um, um único homem voltou para agradecer a Jesus pelo milagre recebido, o que trouxe grande espante no Senhor Jesus em ver que de dez, somente um, e exatamente um samaritano, um estrangeiro, voltou para dar glória a Deus, e esta permanência na fé lhe trouxe salvação.
Como vemos a grande maioria das pessoas não saber permanecer na fé, não sabem buscar a Deus quando tudo vai bem, não sabem dar glória a Deus por uma graça recebida, são poucos os que passam da terceira para a quarta fase da fé.

D) 4ª FASE DA FÉ II Timóteo 1:12

Ao vivermos o dia a dia com Cristo passamos por situações das mais variáveis possíveis, a dificuldade parece que aumenta a cada dia, a cada tempo experimentamos lutas e provações da qual não conhecíamos, sempre aprendemos, uma novidade, nunca estamos isentos de problemas e lutas que as vezes pensamos que a derrota desta vez ira nos atingir, mas como sempre, passamos de uma fase para outra com um testemunho de vitória. É preciso saber confiar em Cristo, saber que Deus tem cuidado de nós, Quando Paulo disse " Eu sei em quem tenho crido " , ele passava por grandes problemas, as coisas não andavam bem para ele, na verdade Paulo quando escreveu esta que foi sua última carta, estava preso em Roma, e prestes a morrer decapitado, mas mesmo assim confessou sua fé, as tribulações não puderam separa-lo de seu Deus, sua fé em Cristo permanecia intacta , pelo contrario, sua fé crescia a cada dia. Existe uma outra confissão de São Paulo que muitos entendem errado, ele diz: " Posso todas as coisas naquele que me fortalece ", as pessoas entendem que Paulo estava poderoso, forte, sadio, bem sucedido financeiramente, mas é exatamente o contrario, dois versos atrás ele mesmo diz: " Sei estar abatido, estou instruído tanto a ter fartura como a padecer necessidade " isto mostra que o apostolo dos gentios possuía suas necessidades financeiras e materiais, no seu dia a dia viu por diversas vezes faltar o alimento, teve discussões que lhe causaram grandes problemas e tristezas um exemplo foi seu atrito com Barnabé e Pedro, mas foi através desses atritos e problemas que Paulo chegou ao final de sua vida com uma confissão de vitória, " Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé ", ele não fugiu das batalhas, pelo contrario ele as encarou de frente, sempre de maneira honrosa, dando um bom testemunho do amor de Cristo, ele não causou escândalos, seu comportamento não era imoral, e também não devia nada a ninguém, foi fortemente atacado em todos os lugares que andou, um dia tinha o alimento, e outro passava necessidades, mas em meio a tudo isso sempre esteve com Cristo, a Fé sempre esteve com ele, invisível, mas forte.

IMPEDIMENTOS PARA A FÉ

·A tristeza São Lucas 24:25
A pessoa que anda de cabeça baixa, triste, solitário, com semblante de derrota, demonstra a si mesmo não Ter fé, ou se a tem sua fé é tão minúscula que acaba perdendo para a tristeza, o dia em que você sentir que esta sendo atacado por todos os lados e mesmo assim continua confiante, isto será um sinal que possui grande fé.

·A ansiedade São Mateus 6:25-34
Andar ansioso para receber ou conquistar algo, reclamando, perdendo o sono por causa dos problemas e dificuldades, isto pode ser um mal tão grande que impede o crescimento da fé. Quem possui fé suficiente para vencer problemas tem a plena convicção de que as vencerá , e que os problemas do presente serão apenas um grande testemunho do passado. É preciso entender que o momento mais oportuno para a fé crescer são os momentos ruins para a nossa vida material, quando muitas coisas vão mal, quando há problemas financeiros, este é o momento exato para depositar-mos confiança no Deus altíssimo, e por isso não reclame, não perca o sono "Salmos 127:2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Antes da perda do sono, entregue a Deus toda a sua ansiedade, e acredite, ele cuidará de sua vida. 1 Pedro 5:7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Se você fizer desta forma o seu sono será tranqüilo
Provérbios 3:24 Quando te deitares, não temerás; sim, tu te deitarás, e o teu sono será suave

·A busca de provas ( sinais ) São João 20:24-29
A busca de provas é um sinal muito grande de desespero, incredulidade, pequena fé, ninguém que acredita procura provas, você já se colocou no lugar de Tomé ao falar que não acreditava na ressurreição de Cristo, e que queria ver os sinais em suas mãos, será que não é a mesma coisa que muitos fazem em nossos dias, pessoas vivem tentando a Deus, querem uma vida prospera materialmente, mas não se rendem espiritualmente, querem ser bem sucedidos financeiramente, mas não seguem os ensinamentos de Jesus Cristo, e quando lêem na Bíblia, ou ouvem uma mensagem em que Deus faz promessas abundantes, provocam a ira de Deus o encostando na parede, dizendo que querem provas físicas da provisão divina, não faça como Tomé, procure ouvir a voz de Cristo soar em seu coração,
Marcos 5:36
E Jesus, tendo ouvido essas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.
Lucas 8:50
Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva.

O medo São Lucas 24:36-39 não temas crê somente. Quando existe temor não ha fé.
O medo é o um grande adversário da Fé , quando existe Fé não há medo ou vice e versa. A existência do medo, é um forte sinal de inexistência da Fé, ou simplesmente falta de fé, as palavras do Rei Davi no Salmo 23 expressam uma firme saudável e forte, ele diz " Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte, eu não temerei mal algum " isto mostra segurança, uma vida entregue a Deus, o chamado vale da sombra e da morte a que Davi se referia, era de causar medo a ponto de mudar a direção, naquele lugar ladrões esperavam por toda a noite para roubar os viajantes e até matá-los, não era uma estrada iluminada, com guardas rodoviários, e telefones a cada um quilometro, o medo era constante, a viagem assustadora, porém o Salmista declara a sua confiança, a sua fé segura no poderoso Deus altíssimo, e afirma para todos os medrosos e de pequena fé, que não tem medo de passar por este vale.
Amigo leitor o vale da sombra e da morte pode ser comparado aos grandes momentos ruins, e de muita dificuldade financeira, familiar, profissional ou mesmo no ministério, confie em Deus, creia que ele o guardará do dia mal, e que jamais permitirá que passe por uma tribulação de que não possa suportar, pelo contrario, ele encontrará uma forma para que saia vitorioso do vale da sombra e da morte.
1 Coríntios 10:13
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
Filipenses 4:7
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
2 Tessalonicenses 3:3
Mas fiel é o Senhor, que vos confortará e guardará do maligno.

·O desejo de partir. São Lucas 24:25
Os dois discípulos saíram de Jerusalém onde estavam todas as provas da ressurreição de Cristo, o véu partido, o testemunho de Maria, a sepultura vazia, a grande pedra removida do sepulcro, e caminharam em direção oposta ). A fuga é sinal de medo, e a incredulidade e o temor andam juntos.

O NASCIMENTO DA FÉ

A fé vem pelo ouvir. Romanos 10:17
O apostolo faz uma afirmação que todos que ouvirem a palavra serão salvos, ele a faz porque sempre existiram surdos, pessoas que não carecem da audição, mas só ouvem o que querem, não dão ouvidos a Cristo, existem hoje até mesmo pessoas que se dizem crentes, religiosos, que em determinados assuntos fecham os ouvidos, no momento da pregação, escrevem, lêem outro texto da Bíblia, vão ao escritório, ao WC, conversam, saem fora da igreja, isto porque se fazem de surdos, não querem ouvir, e por esta causa vivem sofrendo, pois não têm fé, pois a fé vem pelo ouvir, e isto não querem fazer.
Ouvir a palavra de Deus. Romanos 10:17
Sempre que ouvimos com atenção a palavra de Deus, fazemos cair o nosso ego, nossa vontade própria, a palavra de Deus nos ensina a amar aos nossos irmãos por mais pecadores e ignorantes que sejam, foi assim que Cristo amou a igreja, e assim a Bíblia nos exorta a abandonar o velho homem, quando estamos atentos a palavra de Deus e não a nossa, a fé entra em nossos corações , em nosso lar, casamento, filhos, vida profissional e financeira, a palavra de Deus faz com que nossa vida seja transformada de acordo com o ideal de Deus para nós e não de acordo com o nosso próprio gosto.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

GRAÇA MANIFESTADA PARA A NOSSA SALVAÇÃO

"Porquanto a graça de Deus se manifestousalvadora a todos os homens" (Tt 2.11).

A graça – De onde ela vem? O que ela produz? O que ela transforma em minha vida?
De onde vem a graça?
Ela brota do insondável amor de Deus para conosco, e é personificada em Jesus Cristo, que nasceu em Belém. "Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (Jo 1.17). Ela encontra seu ponto culminante na morte sacrifical de Jesus no Calvário e é válida como dádiva de misericórdia a todos os homens que já viveram, vivem e ainda viverão. Todo o Antigo Testamento, a Torá, os Salmos e os Profetas, apontam para Aquele que traz a graça, que sacrificou Sua vida para expiar os nossos pecados. Não é possível separar a graça da cruz. Cruz e graça formam uma unidade inseparável. Um Evangelho sem cruz não é Evangelho, pois o preço do nosso perdão, que Jesus pagou no Calvário com o Seu sangue, é alto demais. Mas não existe uma anistia geral. A sedutora doutrina da salvação final de todos, que vem muito ao encontro do pensamento humanista, contradiz o testemunho global da Sagrada Escritura, e por isso é uma mentira de Satanás. Não é possível separar a graça da justiça e da santidade de Deus.


O que a graça produz?

Ela traz a salvação, como diz o nosso texto bíblico. Todas as pessoas desejam um mundo saudável, intato. Quando ele existirá? No Milênio. Pelo pecado, toda a criação foi arrastada para o turbilhão da ruína e da morte. Jesus Cristo, que esteve presente na criação, arrebatará definitivamente o domínio de Satanás e restabelecerá uma situação paradisíaca. Esse plano de salvação divino é irrevogável. Ele já pode ser experimentado hoje por aqueles que confessam Jesus Cristo como seu Senhor. Você já está integrado nele? Feliz de você, se for assim! Se você não tem certeza da salvação, arrependa-se e venha ao trono da graça! Confesse os seus pecados em arrependimento sincero, e você achará misericórdia, você encontrará a graça! Jesus diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mt 7.7).
A graça se manifestou através de Jesus Cristo. Sua manifestação é chamada de Epifania no calendário litúrgico. Aparições celestiais, relatadas freqüentemente nas Escrituras, manifestações de anjos ou do próprio Senhor, tiveram efeitos assustadores, impressionantes e edificantes sobre as pessoas. Pois não era algo banal que mensagens fossem dirigidas diretamente do mundo celestial a pessoas comuns. Quantas vezes lemos: "Eis que lhe apareceu um anjo do Senhor..." Antes da queda em pecado, o primeiro casal humano no Paraíso tinha um relacionamento íntimo com o próprio Deus. Lemos que Deus andava com os homens no jardim do Éden. Isso deve ter sido indescritivelmente glorioso e agradável – cada encontro com Deus era uma festa! Mas então o pecado criou um abismo intransponível, pois a santidade de Deus e a nossa pecaminosidade se excluem mutuamente. Deus não olha para onde existe pecado, mas Ele ama o pecador, porque é criatura Sua. Por isso o Seu amor insondável, apesar de ser sublime e santo, sempre encontrou o caminho até os pecadores. Que possamos reconhecer ainda muito mais a nossa indignidade e a santidade de Deus! Em Jesus Cristo encontramos graça restauradora e salvadora!
Antes que nosso Salvador aparecesse em forma humana sobre a terra, o próprio Deus revelou-se em epifanias. Como Abraão, também nós deveríamos ser tomados de profunda reverência pela visita dos três homens nos carvalhais de Manre. "Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava sentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele, Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo" (Gn 18.1-3)..
O que esse encontro trouxe de graça salvadora? Vejamos três aspectos:
Em primeiro lugar, a visita do Altíssimo com Seus dois acompanhantes foi por si só um acontecimento altamente honroso e prazeroso para Abraão. Por isso ele os saudou respeitosamente: "Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo," e depois atendeu seus nobres visitantes como príncipes. A seguir, ele recebeu a promessa de que no ano seguinte Sara teria um filho. Por fim, desse encontro e da intercessão de Abraão resultou a salvação de seu sobrinho Ló do terrível lamaçal de pecado de Sodoma. Portanto, ocorreu uma bênção múltipla de graça salvadora!
E assim lemos por toda a Bíblia sobre outros encontros singulares e salvadores de Deus com Isaque, Jacó, Moisés, Davi, Salomão e muitos outros. Escolhamos mais um encontro especial com Deus relatado no Antigo Testamento. O pastor de ovelhas Moisés viu uma sarça ardente no Monte Horebe, onde reconheceu o anjo do Senhor e ouviu a voz de Deus: "Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu Pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus" (Êx 3.5-6). A seguir Deus se revelou a Moisés pelo Seu nome: "Eu sou o que sou" (Êx 3.14). Esse nome tem o maior significado! Aquele que é eternamente e que sempre permanece igual revela-se ao homem, do qual jamais pode ser dito algo igualmente positivo. O homem é capaz de se transmudar, enganar e decepcionar, sendo até como um ator em dissimulação. É Satanás que nos ensina a sermos falsos, a usarmos máscaras, pois ele também pode transformar-se em anjo de luz ou aparecer como lobo em pele de cordeiro para seduzir as pessoas. Como é bom saber e firmar-se pela fé no fato de que Deus é imutável! É o que igualmente está escrito acerca de Seu Filho: "Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre" (Hb 13.8). Ele, que está assentado à destra do trono de Deus, é e continua sendo o nosso intercessor.
Mas que salvação trouxe essa aparição de Deus no Monte Horebe? Mais uma vez algo múltiplo:
1. Como Moisés, devemos reconhecer a santidade de Deus e prostrar-nos diante dEle em adoração e santa reverência! Na nossa sociedade multicultural muitas coisas são niveladas e profanadas. O respeito a Deus e à autoridade desaparece. Reverência santa tornou-se uma idéia ultrapassada. Mas Moisés foi tomado de santo temor quando viu e sentiu a presença divina.
2. Quando Deus dá uma tarefa difícil aos homens, Ele também dá as forças necessárias para executar essa tarefa. Com a revelação de Deus a Moisés este tornou-se capaz de liderar o povo, de ser um guia até a Terra Prometida.
3. Aqui foi dado início à salvação do povo judeu, que era escravo no Egito. Deus manifestou-se para anunciar a libertação do Seu povo. Portanto, mais um bênção múltipla resultante dessa aparição santa e salvadora!
Uma pergunta, entre parênteses: É necessário sempre recorrer a exemplos do Antigo Testamento? Pensamos que sim. Por um lado, reconhecemos no Antigo Testamento o sábio trabalho de educação que Deus realizou com Seu povo. Também nós deveríamos aprender dessas experiências do passado. Por meio delas é colocado um espelho diante de nós. Se considerarmos isso moralista, revelamos presunção reprovável. Por outro lado, precisamos saber: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Tm 3.16). Além disso, não devemos depreciar o Antigo Testamento como algo ultrapassado, pois declarações que têm valor e significado para a salvação são sempre atuais. Mas quem ainda as leva a sério hoje em dia? O Antigo e o Novo Testamento não podem ser separados, pois formam uma unidade orgânica. O Plano de Salvação começou com o primeiro homem e se desenvolve constantemente até seu final no reino celestial. Você terá experiências felizes e abençoadas ao ler toda a Bíblia em oração!
Mas a história secular e o plano de Deus para com os homens seguem em direção ao ponto culminante da graça salvadora. Pois estamos a caminho do estabelecimento e da plenitude do reino de Jesus Cristo: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4.4). No Natal cantamos com alegria: "...então do Seu trono Deus enviou a salvação do mundo, Ele enviou a Ti, Seu Filho".
O que a graça manifestada produz? Uma transformação revolucionária do mundo, quando pessoas se deixam mudar por Jesus. Isso significa uma poderosa penetração do mundo celestial em nosso tempo: Cristo veio para realizar a expiação por nós, e isso levou à Sua morte sacrifical no Calvário. A vinda do Salvador a esta terra traz graça salvadora aos corações abatidos e enfermos pelo pecado. Ninguém precisa se desesperar, a salvação veio para todos. Aquele que experimentou essa graça salvadora não pode e não deve guardá-la só para si: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19), foi a tarefa deixada por Jesus a Seus discípulos. E esse pequeno grupo, que aceitou o chamado de Jesus e foi equipado pelo Espírito Santo, passou a trabalhar no lugar que Jesus designara para cada um deles. Assim também ainda hoje, especialmente os jovens deveriam se deixar recrutar para o Seu serviço! Como é grande a diferença entre o sistema que Deus usa para escolher Seus cooperadores e a maneira usada pelos detentores do poder terreno: "Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes" (1 Co 1.26-27). Sempre houve pessoas que obedeceram a esse chamado e se deixaram preparar para o trabalho de testemunhar, seja em lugares longínquos ou no seu local de trabalho. A mensagem da cruz e da graça salvadora ainda precisa ser propagada hoje, acompanhada de um apelo à decisão, mesmo que nem sempre seja bem aceita. Quem quer ser um soldado de Cristo e não um anticristo?
O versículo citado no início nos diz que a graça se manifestou salvadora. Quando hoje pessoas nos falam de visões transcendentais ou aparições de luz, alertamos sobre essas manifestações. Nos princípios do Plano de Salvação, Deus considerou-as necessárias para as pessoas daquela época. Hoje não precisamos mais desses fenômenos, pois na Bíblia temos toda a Palavra de Deus, que é suficiente e pela qual Deus pretende nos falar a qualquer momento. Se isso não basta para nós, não temos solução. Deus falou por meio de Seu Filho e depois através dos apóstolos (Hb 1.1). O reformador Zwinglio tinha plena razão com seu apelo: "À Escritura, à Escritura!"

O que a graça revelada transforma em minha vida?

A nossa natureza pecaminosa e corrompida não pode ser melhorada. Nem a psicologia pode ajudar. A única coisa que resolve realmente é entregar totalmente à morte o tão querido "eu" e mergulhar na graça salvadora que Jesus nos oferece. Então experimentamos o poder transformador do Espírito Santo, que renova desde a base: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Você realmente deseja isso? Na verdade esse é um processo doloroso, mas muito salutar. Infelizmente muitas pessoas recuam quando se trata de dar esse passo concreto no discipulado de Jesus. Em primeiro lugar a graça salvadora pretende produzir a cura do nosso eu corrompido e pecaminoso. Nós mesmos não somos capazes de realizar isso. A cura bíblica acontece quando concordamos em nos identificar com a morte de Jesus (Rm 6.1-14). O inimigo tenta barrar-nos, pois teme a cruz, porque ali ele foi julgado. O caminho que eu e você devemos seguir é indicado nos versículos que seguem as nossas palavras de introdução: "...educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tt 2.12-14). Nosso ministério e nosso trabalho só serão frutíferos e esses frutos só permanecerão se produzidos por uma vida em constante comunhão com Jesus. Isto é santificação, pois a Escritura diz: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14).
Examine-se: o que o impede de seguir a Jesus de maneira decidida? O tempo passa, e sem demora Jesus virá, seja para o Arrebatamento ou para tomá-lo para Si, e aí você estará inesperadamente diante dEle. Não perca de vista o glorioso alvo, pois aí valerá também para você: "Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda" (2 Tm 4.8). (Burkhard Vetsch)


quinta-feira, 20 de março de 2008

O NAMORO

a) A Bíblia

Podemos quase dizer que o namoro não é bíblico, pois não encontramos onde este tipo de amizade chama-se namoro. Geralmente os pais escolhiam os companheiros para seus filhos e quando um jovem demonstrava interesse em uma moça, era já pensando em casamento.

A Bíblia fala em noivado, que é o período antes do casamento. Este período é tão importante, que é feito uma comparação entre Cristo e a Igreja. Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi, Salomão e outros, provavelmente tenham namorado as suas esposas, porém nós pouco sabemos, sobre este período de relacionamento. Isaque e Rebeca (Gênesis. 24.63, 67); Jacó e Raquel (Gênesis. 29.9, 20); Sansão (Juizes. 14 - casamento misto); Boaz e Rute (Rute. 2.5); Davi e Mical (I Samuel. 19.12 e 25.44); José e Maria (Mateus. 1.18); Salomão e Sulamita (Cantares. 1).

b) Principio da Amizade

"Há amigo mais chegado que um irmão" (Provérbios. 18.24).

Já que não temos um ensinamento claro na Bíblia sobre namoro, devemos dar uma orientação cristã no assunto. O primeiro relacionamento entre dois jovens deveria ser uma amizade e não um namoro. Tanto a moça como o rapaz deve ter e fazer muitas amizades e dentre essas amizades escolher quem quer namorar.

c) O Pré-namoro ou Flerte

Dentre as várias amizades, um vai se destacar... Naturalmente, você vai preferir estar junto daquela pessoa mais que com as outras (por mais tempo) e daí começa o namoro.
Desta maneira dificilmente você erra na escolha, pois você conhece a pessoa antes do namoro.
O caso de começar o namoro sem antes ter amizade com a pessoa, corre o risco da decepção e quase sempre não dá certo.
Jovens volúveis e sem conteúdo ficam dando em cima de garotas estranhas, pois as conhecidas não se deixam enganar.
"Amor a primeira vista" é muito perigoso, pois difícil não é começar um namoro ou casamento, difícil é continuar namorando ou permanecer casado! O Flerte é brincar com os sentimentos alheios.
Você não quer nada sério e fica dando esperança ao outro. Isto é errado e a Bíblia condena.

d) Namoro - Definição

O que é namoro? Para que se namorar? Já paramos para pensar sobre isto?
Porque, para que e como você namora?

Dicionário:

Namorar: cortejar, inspirar amor a, apaixonar, cativar, desejar, ardentemente, empregar todos os esforços para obter, ficar encantado, etc.
Namoricar: namoro por pouco tempo, amizade leviana, distrair-se com sentimentos de outrem, etc.

Naturalmente cada um tem sua definição. O namoro para nós deveria ser uma amizade bem especial por alguém que a gente começa a amar e ser amado por ela. O tempo de namoro é uma confirmação de que aquela pessoa é a escolhida por Deus e por nós, para ser nossa (o) companheira (o). Deve ser levado a sério sem exagero a ponto de pensar que o namoro não pode terminar.

e) Motivação Correta

É à vontade de Deus: "Não é bom que o homem esteja só".
É encontrar a pessoa que será minha (meu) companheira (o).
É verificar e confirmar se é aquela pessoa.

f) Motivação errada.

Namorar por namorar.
Namorar para passar tempo.
Namorar para mostrar que é atraente.
Namorar para não ficar "pra trás".
Namorar porque é um bom partido.
Namorar para contrariar meus pais.
Namorar para provar que já sou "gente".
Namorar por sentir-se atraído sexualmente.
Namorar para levá-lo a Cristo, etc.

g) Meios para conquista no namoro

Agradar a Deus em primeiro lugar (Salmos. 37:4).
Orar e pedir a Deus.
Esperar tranqüilo e despreocupado.
Mostrar qualidades interiores.
Cuidar bem se sua aparência.
Mostrar-se educado e gentil.
Ser bom filho, bom aluno, bom funcionário, alegre, esportivo, social.

Dicas práticas: Usar um olhar, um sorriso, indiretas, dar atenção especial, presentear, procurar estar junto.

h) Meios errados de conquista no namoro

Mostrar o que não somos (querer aparecer).
Despertar desejos sexuais. Ex. roupas, gestos, palavras...
Mostrar sofrimento e despertar sentimentos de pena.
Mostrar-se de difícil conquista.
Ficar se oferecendo para o outro.

i) Quem conquista? O Rapaz ou a moça?

Os dois devem se conquistar. Se apenas um conquista, o outro fica prejudicado e terão problemas futuros.

j) Permissão dos pais

Sendo de menor, nunca namore sem a permissão de seus pais. Um namoro desobediente não tem a bênção de Deus.

k) Faça este teste bíblico no seu namoro

I Coríntios 13.4,8 Aplicação:

O amor é paciente: Ele ou ela é paciente com você e vice-versa, não brigam ou em muitas irritações, ira, raiva, etc?

O amor é benigno: Você sente que o outro quer exclusivamente seu bem e vice-versa, o namoro é bom, produz bem a vocês e aos outros?

O amor não arde em ciúmes: Vocês têm muito ciúme um do outro, não permitem outras amizades?

Brigam por causa disto?

O amor não se ufana. Ele ou ela fica contando vantagens porque lhe conquistou ou namora você, como um troféu conquistado?

O amor não se ensoberbece: Será que um dos dois tem o amor soberbo, vaidoso, orgulhoso, sentindo-se melhor que os outros?

O amor se conduz convenientemente: Um dos dois é de comportamento inconveniente, isto é, provoca situações embaraçosas entre os familiares, amigos ou mesmo quando estão a sós?

O amor não procura seus interesses: A pessoa que ama outra, nunca procura seus próprios interesses, levar vantagem sobre a outra, o melhor para si.

O amor não se exaspera: Você ou o outro é melindroso? Fica irritado, emburrado facilmente? Maltratam um ao outro? Aborrecem-se sempre?

O amor não se ressente do mal: Perdoa facilmente? Esquece mesmo? Não ficam emburrados? Não lembram brigas passadas, ciúmes, etc?

O amor não se alegra com a injustiça: Você fica alegre se o outro está em situação difícil? Faz comparações com outros? Justifica seus erros com as fraquezas da outra pessoa?

O amor alegra-se com a verdade: Custe o que custar, a verdade lhe trás alegria? Você encobre os erros de seu companheiro ou vice-versa?

O amor tudo sofre: Vocês dois estão dispostos a sofrer um pelo outro, perseguições, renunciar um pelo outro os privilégios, etc?

O amor tudo crê: Vocês confiam realmente no sentimento um do outro, ou são desconfiados, sem segurança, se vigiam?

O amor tudo espera: Vocês esperaram a permissão dos pais, esperam o tempo certo para "os carinhos", o tempo certo para o casamento?

O amor tudo suporta: O seu namoro suporta os obstáculos: distância, concorrência, a espera, o segundo lugar, etc?

O amor verdadeiro tem estas características, seja ele dirigido a Deus, a família, ao namorado ou ao próximo. Estude com seu (sua) namorada (o) este texto bíblico e tire outras aplicações particulares para vocês dois. São quinze itens, se sua nota for menos que oito, é bom pensar em outro namoro.

1. Diferenças entre Amizade, Amor e Paixão.

Amizade: afeição, simpatia, dedicação, identificação pessoal, amor sem atração física.
Amor: sentimento profundo de afeição, conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual. Amizade com atração sexual.
Paixão: sentimento excessivo, capaz de perturbar o juízo, afeto violento, amor ardente, sentimento abrasador. Um desejo sexual sem amizade.

m) Sexo no namoro

Carinho: afago, cuidado, meiguice, ternura.

Na verdade há um conceito errado de carinho.
Os namorados confundem carinho com carícias.
No namoro deve haver muito carinho e pouca carícia.
O tempo de namoro é do carinho.
O do noivado é o começo das carícias.
E o tempo de casado, é das carícias preparando para o ato sexual.
O carinho produz e desperta o amor.
As carícias produzem erotismo e desperta o desejo sexual.
O final de um carinho é um forte sentimento de amor.
O final de uma carícia é o orgasmo ou ato sexual.

Dicas práticas de carinho: um meigo olhar, um afagar de cabelo, um presente, ser gentil e educado, um toque no queixo, escrever cartinhas de amor, fazer surpresas, fazer carinho nas mãos, elogiar, etc. O carinho cabe nas amizades, namoro, noivado e no casamento.

Carícia: apalpar, alisar, contato com a pele do corpo para fins sexuais.

Segundo Dr. Fritz Kahn, acariciando-se a pele, principalmente em regiões erógenas como: seios, nádegas e órgãos sexuais, provoca-se uma excitação nervosa, como carga elétrica, que aumenta conforme os estímulos ritmados das carícias, até o ponto máximo do orgasmo (Nossa Vida Sexual). A carícia tem como objetivo principal, preparar o corpo para o ato sexual. Depois que a pessoa está excitada ela não tem condições de agir pela razão, agindo assim pelos seus instintos. É difícil alguém interromper uma ação depois de estar excitado.

Beijo: a boca é a mais importante zona erógena depois dos órgãos sexuais.
Ela tem quatro estímulos de excitação: táteis, térmicos, olfativos, gustativos.
O beijo simples (no rosto, mãos, etc.) mostra afeto e carinho.
O beijo bocal (prolongado nos lábios) mostra desejo forte.
O beijo nos lábios é a carícia mais excitante antes do ato, aliás, é a preparação última para o ato sexual.

n) Perigo do Sexo no Namoro

O problema é o seguinte: Até que ponto podemos ter intimidades físicas no namoro sem haver defraudação ou perigo de prejuízo dos dois?
Muita liberdade sexual provoca desinteresse do rapaz.
Afastamento de Deus e de seu trabalho.
Encontros somente para intimidades físicas leva ao ato sexual.
Do ato sexual a uma gravidez inesperada.
Aquilo que seria tão lindo e maravilhoso se torna vergonhoso, humilhante, triste, desesperador, um verdadeiro caos!

Exemplo: O rapaz abraça a moça, beijam-se prolongadamente nos lábios, ele começa a lhe fazer carícias nas regiões erógenas, a moça fica também excitada e permite que ele lhe tire parte da roupa e sem perigo, diz o rapaz, pede para por seu membro sexual na moça. Neste ponto, geralmente a moça não está preparada para o ato! E mesmo que seja uma "brincadeira de amor" o resultado é uma gravidez. O preço de alguns minutos de prazer é uma vida inteira de arrependimento e na nossa sociedade machista, quem mais sofre é a garota. Fim.


Autor:
Sandro Augusto Ferreira

terça-feira, 18 de março de 2008

A BATALHA ESPIRITUAL



TEMA: A REALIDADE DA GUERRA ESPIRITUAL PESSOAL
Texto Básico: Daniel 1:1-19
INTRODUÇÃO:




Vivemos num conflito espiritual sem tréguas. Satanás não tira férias, nem folga nos finais de semana. Ele sempre está planejando contra nós,mesmo quando sofremos alguma perda. Ele não respeita o nosso luto ou sofrimento, é neste estágio de maior vulnerabilidade emocional e psicológica, que ele desfere os seus golpes malígnos. Satanás não conhece o que é luta limpa. Ele é mau, perverso e destruidor. Precisamos, portanto, conhecer os seus desígnios para que ele não leve vantagem sobre nós. (2 Co. 2:10b-11)
Escolhemos o livro de Daniel para mostrar com clareza as estratégias sinistras do diabo, a fim de varrer de sua memória à LEI DE DEUS, contextualizando-o à cultura babilônica.

PARTE HISTÓRICA:

AUTOR: Daniel, membro da família real, nascido em Jerusalém, em 623 a.C., aproximadamente durante a reforma do Rei Josias e no princípio do Ministério de Jeremias. Foi levado à Babilônia, por ocasião do 1 exílio, em 605 a.C. pelo monarca Nabucodonozor que não dispunha de número suficiente de cultos para a cúpula governamental. Por isso o Rei levou jovens saudáveis, de boa aparência e de alto nível cultural.

CENÁRIO RELIGIOSO DE JUDÁ:

Época mais sombria do judaísmo. Todos os alicerces da sua fé pareciam ter desaparecido. A cidade escolhida por Deus fora arrasada, o Templo projetado e habitado pelo Senhor, tornara-se um montão de cinzas e o povo fora levado cativo à terra idólatra da Babilônia. Foi nesse período que surgiram as sinagogas onde os judeus adoravam e liam a TORÄ. Da fé judaica só restavam as Escrituras com as promessas da aliança do Senhor para com os antepassados.

CENÁRIO RELIGIOSO DA BABILÔNIA:

A religião da Babilônia centralizou-se em Bel Merodaque (Marduque) num grande templo. Ele era o senhor ou Bel (cognato de Baal), do panteão dos deuses da Babilônia. Anualmente, os sacerdotes traziam todos os deuses ou estátuas por ocasião da festa de Nisã, ao templo de Merodaque (deus supremo).
Nabucodonozor não se mostrou apenas um gênio militar, amante do luxo, edificador de monumentos,jardins e canais, mas também um homem muito religioso.

ESTRATÉGIAS SINISTRAS E DESTRUIDORAS DE SATANÁS:

MUDANÇA DE NOMES: (Vs.7)
Sutileza maligna: Eles precisavam de cidadania babilônica.
Propósito: Varrer da memória deles o nome de "Jeová" , e consagrá-los aos deuses da Babilônia.
DANIEL: "Deus é meu juiz" = Betessazar: "Bel proteja a sua vida"
HANANIAS: : Jeová é gracioso" = Sadraque: "Servo de Aku" (deus lua)
MISAEL: "Quem é igual a Deus?" = Mesaque: "Quem é igual a Aku?"
AZARIAS: "Jeová ajuda" = Abede-Nego: "Servo de Nego = deus da sabedoria ou estrela da manhã.
ALIMENTAÇÃO: (Vs.5-6)
Sutileza maligna: alimentá-los com a comida do Rei
Propósito: Fazê-los pecar contra à Lei de Deus e entorpecer a mente (Oz.4:11).

EDUCAÇÃO:

Sutileza maligna: Ensiná-los a cultura e a língua dos caldeus.
Propósito: Contradizer os retos ensinos da Lei de Deus e construir sofismas (argumentos, teorias e razões da mente).
(2 Co.10:4-5) "As armas da nossa batalha espiritual não físicas (armas de carne e sangue), mas elas são poderosas em Deus, para demolição de fortalezas, refutando argumentos, teorias e razões, e todo orgulho que se levanta contra a verdade e conhecimento de Deus, levando todo pensamento e propósito cativo a obediência de Cristo" (Amp.)

PASSOS PARA A VITÓRIA:

DETERMINAÇÃO (resolução, decisão, coragem, afoiteza): (Vs.8-13)
Resultado: Saúde e robustez (Vs.15)
PRUDÊNCIA (virtude que faz prever e procura evitar as inconveniências e os perigos: cautela, precaução):
Resultado: Sabedoria e inteligência 10 vezes mais (Vs.17-20)
FIDELIDADE (mesmo em face à morte): (Dn.3 e 6)
Resultado: A exaltação de Deus e livramento
TEMA: O PERFIL DO GUERREIRO
Texto básico: 1 Samuel 16:18

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS




1 Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. 2 Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. 3 As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. 5 E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram. 6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! 7 Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. 8 E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. 9 Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o. 10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. 11 Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! 12 Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.
S. Mt 25: 1-13


Antes de entrarmos com o comentário da parábola, temos que entender como funcionava o casamento na época de Jesus.

NOIVADO

Os noivados no tempo Bíblico eram mais exigente do que os noivados da sociedade contemporânea. O homem assim comprometido com uma mulher, embora não estivesse ainda casado, fica isento do serviço militar(Dt 20:7). Se uma moça noiva fosse estuprada por outro homem, não poderia torna-se esposa deste, como seria normalmente o caso (Dt 22:28,29), por já pertencer ao seu futuro marido. Tal violação envolvia pena de morte(Dt22:23-27).

CASAMENTO

O casamento em si continha várias partes importantes. A cerimônia era essencialmente não-religiosa, a não ser por uma benção pronunciada sobre o casal(“ Ó nossa irmã, sejas tu em milhares de milhares, e que a tua semente possua a porta de seus aborrecedores!” Gn 24:60). O casamento envolvia o preparo e a aprovação de um contrato legal. Isso continua existindo no casamento Judeu até hoje. Alguns Cristãos podem ficar surpresos ao saber que só recentemente foi exigida a presença de um rabino ou sacerdote nas bodas.
O casamento também envolvia os trajes a serem usados. A noiva praticamente adornada como uma rainha(veja Ap 21:2).Depois de banhada, ela tinha os cabelos trançados com todas as pedras preciosas que a família possuía ou podia tomar emprestado(Sl 45:14,15; Is 61:10 ; Ez 16,11,12). As moças que a ajudavam a vestir-se, permaneciam a seu lado como “companheiras” . O noivo também se vestia com elegância e se adornava com jóias(Is 61:10), sendo acompanhado pelo “amigo do noivo”(Jo3:29). Os trajes das núpcias eram tão importantes que se tornavam inesquecíveis(Jr2:32). A noiva e o noivo pareciam e agiam como rei e rainha.

Outro elemento importante do casamento era a procissão no fim do dia. O noivo saía de sua casa para buscar a noiva na casa dos pais dela. Nesse ponto, a noiva usava um véu. Em algum ponto o véu era retirado e colocado no ombro do noivo, e feita a seguinte declaração: “ O governo estará sobre seus ombros”. A procissão deixava então a casa da noiva e seguia para casa do casal, e a estrada escura era iluminada por lâmpadas a óleo carregadas pelos convidados. Na história contada por Jesus, os noivos demoraram mais do que o esperado, de modo que o azeite nas lâmpadas começou a acabar. Só os que tinham levado um frasco de óleo com reserva puderam reabastecer suas lâmpadas e dar as boas-vindas aos noivos(Mt 25:1-13, especialmente vv.8,9). Havia canções e música ao longo do caminho (Jr 16:9) e algumas vezes a própria noiva participava da dança (Ct 6:13). As festas no geral duravam sete dias(Jz 14:12), ou talvez até mais. Os convidados estavam ali para testemunhar que o casamento havia sido consumado.

COMENTÁRIO DA PARÁBOLA
Uma comparação entre 25.13 e 24.42, 44 mostra claramente que existe uma estreita conexão entre essa parábola e a imediatamente precedente. Ambas enfatizam a necessidade de se estar preparado em todo tempo para a vinda do Noivo, Jesus Cristo. Como as dez “virgens” da parábola tinham a obrigação de estar bem preparadas para encontrar com o noivo, assim também todos os que professam Jesus como seu Senhor e Salvador devem estar prontos a recebê-lo quando de seu regresso ele introduzir” o reino do céu”.
As dez são iguais em muitos aspectos. Todas tencionavam encontrar o noivo e escoltá-lo ao lugar onde as festividades deveriam se realizar. Todas possuem lâmpadas. Todas estão esperando o noivo chegar antes que chegue um novo dia, mas nenhuma delas sabe a que hora ele chegará. Todas esperam tomar parte na festa nupcial. Quando o noivo tarda, todas as dez moças adormecem, e desse sono todas despertam. Ainda, porém, que as dez sejam semelhantes umas às outras em muitos pontos externos, sua dessemelhança é ainda mais notável. É básica. É o que realmente conta: cinco eram insensatas; cinco eram prudentes. A insensatez do primeiro grupo é considerada no fato de que estavam totalmente despreparadas para o encontro com o noivo; porque, embora tivessem levado suas lâmpadas, não haviam levado óleo. Todas as moças agora realmente despertas, atiçaram o lume de suas lâmpadas. Tentaram fazê-las brilhar com o máximo de iluminação e beleza. Por um instante tudo parecia bem. Um pavio que não está ainda completamente seco pode arder com intenso brilho por alguns segundos. Não obstante, depois disso, uma vez que as moças insensatas não haviam levado consigo nenhum óleo, suas lâmpadas começaram a tremular, e a crepitar, e a expirar, resultando no agonizante apelo de suas proprietárias dirigido às suas parceiras mais sábias: “Dêem-nos um pouco de seu óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando”. Certas passagens da Escritura estão permeadas de um fundo patético, com profundo senso de tragédia. Pense, por exemplo, em 2 Samuel 18.33:”Meu filho absalão...meu filho absalão... meu filho absalão...” Da mesma forma os “nunca mais”, no final das seis linhas de Apocalipse 18.21-23 a. E assim aqui: quando o noivo chega, as que estão prontas entram. As outras, nunca mais, pois ao chegarem descobre que a porta está fechada. Cf. Lucas 13.25.
Uma vez havendo estudado a parábola e havendo fixado nossa atenção em sua lição principal, isto é, a necessidade preparação constante, coração e vida sempre consagrados ao Senhor aqui e agora, estamos qualificados a perguntar: “Em consonância com essa aplicação principal, quais são algumas verdades subordinadas aqui?” Provavelmente as seguintes:
a) Todos os que professam crer no Senhor Jesus Cristo se assemelham em muitos aspectos; especialmente neste: que todos estão em vias de encontrar com o noivo, Jesus Cristo. Ver Mateus 25.1.
b) As semelhanças são, não obstante superficiais. Existe diferença essencial. Certamente nem todos os que lêem a Bíblia, assistem e até mesmo pertencem a uma igreja, cantam hinos de salvação, fazem púbica profissão de fé, ainda pregam em nome de Cristo, tomarão parte nas bênçãos do regresso de Cristo. Alguns são sábios. Religião com eles não é mera máscara e fingimento. Crêem estar preparados pela fé no Salvador e sua vida é dedicada a ele, e portanto ao Deus Triúno. Outros são insensatos. “Possuem uma forma de piedade, porém negam seu poder”(2Tm 3.5; cf. Mt 7.22,23). E assim, despreparados, viajam ao encontro do Juiz. Ver Mateus 25.2-4.
c) Transcorrerá um longo período entre a primeira vinda e segunda. Ver Mateus 25.5; e sobre 24.9, 14; 25.19.
d) O regresso do Senhor será repentino. Mateus 25.6; e sobre 24.31.
e) A apresentação não é transferível de uma pessoa para outra. Ver Mateus 25.7-9; Provérbio 9.12; Gálatas 6.3-5.
f) Para quem não estiver pronto – isto é, para os não-salvos antes de morrerem, e para os que em sua condição de não-salvos sobreviverem na terra até ao regresso de Cristo – não haverá “segunda chance”. Ver Mateus 25.10-12; também 7.22,23; 10.32,33; 24.37-42; 25.34-46; 2 Coríntios 5.9,10; Gálatas 6.7, 8; 2 Tessalonicensse 1.8,9; Hebreus 9.27.
g) Portanto – e em vista do fato de o momento do regresso de Cristo ser desconhecido - , requer-se vigilância em todo o tempo. Ver Mateus 25.13; também Salmo 95.7, 8;2 2 Corintios 6.2. Não é certo se o “óleo” nessa parábola tem ou não um sentido simbólico. Se tem, então o Espírito Santo, por meio de cujo o poder transformador e capacitador os homens são preparados para receber o Noivo. Ver Mateus 25.2-4; e cf. Isaías 61.1; Zacarias 4.1-6; 2 Tessalonicensses 2.13.

bibliogafia:
Usos e costumes do tempo Bíblico
comnetário do novo testamento (Mateus) volume 2 William Hendriksen
Paulo Brandão

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

HOMENAGEM AO ANO DA BÍBLIA


Os cristãos de todos os tempos têm reconhecido que a Bíblia é um livro
singular. A Bíblia é, ao mesmo tempo, o livro mais humano e divino de toda a literatura mundial. Por um lado, a Bíblia retrata o ser humano com todas as suas potencialidades e limitações, inclusive em sua degradação mais profunda. E ela faz isso através dos mais variados gêneros literários que a genialidade humana foi capaz de criar, desde a epopéia, a narrativa histórica e a dramaturgia até a poesia lírica e a literatura apocalíptica. Por outro lado, a Bíblia traz o testemunho de que é a palavra “inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”, na qual temos “a vida eterna”, pois é ela que testifica do Salvador Jesus Cristo (2Tm 3.16; Jo 5.39; cf. Jo 20.30-31).
Por isso mesmo, em todo o mundo, não pára de haver experiências pessoais em que a mera leitura ou audição da Bíblia leva o ser humano a confrontar-se com as suas limitações mais profundas e a perceber o amor de Deus, revelado em sua forma mais dramática na entrega de Jesus Cristo ao sofrimento e à morte. Com isso, acende-se nele a esperança num Deus que se compadece e perdoa, dando início a uma vida de mudança radical em relação aos que o cercam e que, ao final, ultrapassa os limites da morte. Isso acontece porque, pela ação poderosa do Espírito de Deus, “a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12; cf. Rm 15.4).

A BÍBLIA

Bíblia é uma palavra de origem grega que significa “livros”. Daí que se deu o título Bíblia à coleção dos livros que, sendo de diversas origens, extensão e conteúdo, estão essencialmente unidos pelo significado religioso que têm para o povo de Israel e para todo o mundo cristão: unidade e diversidade que não se opõem entre si, mas que se complementam para dar à Bíblia o seu especialíssimo caráter.
Diversidade de designações
Desde tempos remotos, este livro sem igual tem sido conhecido com diferentes designações. Assim, os judeus, para os quais a Bíblia somente consta da parte que os cristãos conhecem como o Antigo Testamento, referem-se a ela como Lei, Profetas e Escritos (Lc 24.44), termos representativos de cada um dos blocos em que, para o Judaísmo, se divide o texto bíblico transmitido na língua hebraica:
(a) Lei (hebr. torah), que compreende os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio
(b) Profetas (hebr. nebiim), agrupados em:Profetas anteriores: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel, 1 e 2Reis;Profetas posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias
(c) Escritos (hebr. ketubim): Jó, Salmos, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas
O título referido, Lei, Profetas e Escritos, aparece reduzido em ocasiões como a Lei e os Profetas (cf. Mt 5.17) ou, de modo mais singelo, a Lei (cf. Jo 10.34).
No Cristianismo, com a incorporação dos livros do Novo Testamento e justamente a partir da maneira que ali são citadas passagens do Antigo, é comum referir-se à Bíblia como as Sagradas Escrituras ou, de forma alternativa, como a Sagrada Escritura, as Escrituras ou a Escritura (cf. Mt 21.42; Jo 5.39; Rm 1.2). Freqüentemente, com essa última designação mais breve, faz-se referência a alguma passagem bíblica concreta (cf. Mc 12.10; Jo 19.24).
As locuções Antigo Testamento e Novo Testamento, respectivamente, no seu sentido de títulos respectivos da primeira e da segunda parte da Bíblia, começaram a ser utilizadas entre os cristãos no final do séc.II d.C. com base em textos como 2Co 3.14. A palavra “testamento” representa aqui a aliança ou pacto que Deus estabelece com o seu povo: em primeiro lugar, a aliança com Israel (cf. Êx 24.8; Sl 106.45); depois, a nova aliança anunciada pelos profetas e selada com o sangue de Jesus Cristo (cf. Jr 31.31-34; Mt 26.28; Hb 10.29).


Classificação dos livros da Bíblia

Os livros da Bíblia nem sempre são classificados na mesma ordem. Ainda hoje aparecem dispostos de maneiras distintas, seguindo para isso os critérios sustentados a esse respeito por diferentes tradições.
A versão de João Ferreira de Almeida, em todas as suas edições, tem-se sujeitado à norma de ordenar os livros de acordo com o seu caráter e conteúdo, na seguinte forma:
Antigo Testamento
(a) Literatura histórico-narrativa: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1 e 2Samuel, 1 e 2Reis, 1 e 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester
(b) Literatura poética e sapiencial (ou de sabedoria): Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos
(c) Literatura profética:Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, DanielProfetas menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias
Novo Testamento
(a) Literatura histórico-narrativa:Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas, JoãoAtos dos Apóstolos
(b) Literatura epistolar:Epístolas paulinas: Romanos, 1 e 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2Tessalonicenses, 1 e 2Timóteo, Tito, FilemomEpístola aos HebreusEpístolas universais: Tiago, 1 e 2Pedro, 1, 2 e 3João, Judas
(c) Literatura apocalíptica: Apocalipse (ou Revelação) de João
A formação da Bíblia
Para compreender os distintos aspectos do processo de formação deste conjunto de livros que chamamos de Bíblia, é necessário atentar para o fato básico da sua divisão em duas grandes partes indissoluvelmente vinculadas entre si por razões culturais e espirituais: o Antigo Testamento e o Novo Testamento.
O Antigo Testamento recolhe e transmite a experiência religiosa do povo israelita desde as suas origens até a vinda de Jesus Cristo. Os livros que o compõem são o testemunho permanente da fé Israelita no único e verdadeiro Deus, Criador do universo. É o Deus que quis revelar-se de maneira especial na história do seu povo, guiando-o com a sua Lei, beneficiando-o com a aliança da sua graça e fazendo-o objeto das suas promessas. Passo a passo, Deus converteu o seu povo numa nação unida pela fé, sustentou-a e, em todo tempo, mostrou o caminho da justiça e santidade que devia seguir para que não perdesse a sua identidade como povo escolhido. Assim, o Antigo Testamento documenta a história de Israel desde a perspectiva do sentimento religioso, mantém viva a expressão de adoração da sua fé através do culto e recolhe as instruções dos seus profetas e as inspiradas reflexões dos seus sábios e poetas.
O Novo Testamento é a referência definitiva da fé cristã. Nele, se encontram consignados os acontecimentos que deram origem à Igreja de Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus. Os Evangelhos narram o nascimento de Jesus no tempo do rei Herodes, os seus atos e ensinamentos, a sua morte numa cruz por ordem de Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e a sua ressurreição, depois da qual manifestou-se vivo àqueles que havia antes escolhido para que anunciassem a mensagem universal da salvação.
Está também no Novo Testamento o relato dos primeiros movimentos de expansão da fé cristã, como viveram e atuaram os primeiros discípulos e apóstolos, como nasceram e se desenvolveram as primeiras comunidades e como o Espírito Santo impulsionou os cristãos de então a darem testemunho da sua esperança em Jesus Cristo para todas as raças, nações e culturas.
O processo de redigir, selecionar e compilar os textos da Bíblia prolongou-se pelo espaço de muitos séculos. Com o decorrer dos anos, foram desaparecendo os dados relativos à origem de grande parte dos livros, isto é, o momento em que os relatos e ensinamentos foram fixados por escrito, os quais até então e talvez durante muitas gerações tinham sido transmitidos oralmente.
Por outro lado, nesse longo e complexo processo de formação, é muito difícil e até mesmo impossível fixar os autores. Isso ocorre especialmente nos casos em que foram vários redatores que escreveram textos, os quais, posteriormente, foram compilados num único livro ou quando também, na composição da literatura bíblica, são utilizados ou incluídos documentos da época (p.ex., Nm 21.14; Js 10.13; Jd 14-15).


Valor religioso da Bíblia

A Bíblia é, sem dúvida, um dos mais apreciados legados literários da humanidade. Contudo, o seu verdadeiro valor não se firma de maneira substancial no fato literário. A riqueza da Bíblia consiste no caráter essencialmente religioso da sua mensagem, que a transforma no livro sagrado por excelência, tanto para o povo de Israel quanto para a Igreja cristã.
Nessa coleção de livros, a Lei se apresenta como uma ordenação divina (Êx 20; Sl 119), os Profetas têm a consciência de serem portadores de mensagens da parte de Deus (Is 6; Jr 1.2; Ez 2—3) e os Escritos ensinam que a verdadeira sabedoria encontra em Deus a sua origem (Pv 8.22-31).
Esses valores religiosos aparecem não só no título de Sagradas Escrituras, mas também na forma que Jesus e, em geral, os autores do Novo Testamento se referem ao Antigo, isto é, aos textos bíblicos escritos em épocas precedentes. Isso ocorre, p. ex., quando lemos que Deus fala por meio dos profetas ou por meio de algum dos outros livros (cf. Mt 1.22; 2.15; Rm 1.2; 1Co 9.9) ou quando os profetas aparecem como aquelas pessoas mediante as quais “se diz” algo ou “se anuncia” algum acontecimento, forma hebraica de expressar que é o próprio Deus quem diz ou anuncia (cf. Mt 2.17; 3.3; 4.14); também quando se afirma a permanente autoridade das Escrituras (Mt 5.17-18; Jo 10.35; At 23.5), ou quando as relaciona especialmente com a ação do Espírito Santo (cf. At 1.16; 28.25). Formas magistrais de expressar a convicção comum a todos os cristãos em relação ao valor das Escrituras são encontradas em passagens como 2Tm 3.15-17 e 2Pe 1.19-21.
A Igreja cristã, desde as suas origens, tem descoberto na mensagem do evangelho o mesmo valor da palavra de Deus e a mesma autoridade do Antigo Testamento (Mc 16.15-16; Lc 1.1-4; Jo 20.31; 1Ts 2.13). Por isso, em 2Pe 3.16, se equiparam as epístolas de “nosso amado irmão Paulo” (
v. 15) às “demais Escrituras”. Gradativamente, a partir do séc. II d.C., foi sendo reconhecida aos 27 livros que formam o Novo Testamento a sua categoria de livros sagrados e, em conseqüência, a plenitude da sua autoridade definitiva e o seu valor religioso.
Tal reconhecimento, que implica o próprio tempo da presença, direção e inspiração do Espírito Santo na formação das Escrituras, não descarta, em absoluto, a atividade física e criativa das pessoas que redigiram os textos. Elas mesmas se referem a essa atividade em diversas ocasiões (Ec 1.13; Lc 1.1-4; 1Co 15.1-3,11; Gl 6.11). A presença de numerosos autores materiais é, precisamente, a causa da extraordinária riqueza de línguas, estilos, gêneros literários, conceitos culturais e reflexões teológicas que caracterizam a Bíblia.



Fonte: Biblioteca Digital da Bíblia Libronix; sociedade Bíblica do Brasil.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

PEDAGOGIA "O ENSINO"

PEDAGOGIA
Pedagogia é a arte e a ciência de ensinar e educar. São processos e técnicas de ensinar a infância, explorando as leis psicológicas que regem o crescimento e comportamento do ser humano.
Essas técnicas que comunicam a mensagem, modernizam-se constantemente para atingirem maior número de alunos em menos tempo e do melhor modo possível pedagogicamente. Enquanto isso, a mensagem da Palavra de Deus não deve jamais mudar.

I. QUE É ENSINO

No conceito moderno, ensinar não é apenas transmitir conhecimentos, mas também promover aprendizagem por parte do aluno. Essa aprendizagem não pode ser forçada nem introduzida no educando como ato de vestir uma peça de roupa.

Portanto, ensinar não é apenas ler ou falar diante de uma classe, mas primeiro despertar, motivar e interessar a mente do aluno e em seguida dirigi-la no processo de aprendizado. Não pode haver real ensino sem aprendizagem por parte do aluno.
A palavra "educar" é derivada de uma outra que literalmente significa: "conduzir para fora" (Aristóteles). Com isso conclui-se que o professor é aquele que conduz o aluno ao encontro das experiências da vida de tal forma que ele possa viver vitoriosa e sabiamente, diante de Deus e de seus semelhantes.
Analisando a Lei do ensino, podemos observar que: "para ser um professor eficiente, não basta dominar o conteúdo a ser ministrado, precisa-se conhecer também aqueles a quem se vai ensinar". A maneira como o aluno aprende deve determinar a forma como ensinamos. É a Lei do ensino. "A verdadeira função do professor é criar condições para que o aluno aprenda sozinho". (...) Ensinar de fato não é passar conhecimento, mas estimular o aluno à buscá-lo. (John Milton Gregory). Poderíamos até dizer que ensina melhor quem menos ensina.
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II. QUE É APRENDER

É o aluno pensar e agir por si próprio, sob orientação inicial. Há dois conceitos básicos de educação secular e religiosa:
a. Toda criança normal é:
1. fisicamente imatura - precisa crescer;
2. mentalmente ignorante - precisa aprender.

b. Aplicação espiritual:
1. espiritualmente imatura - precisa crescer (II Pe 3.18);
2. espiritualmente ignorante - precisa aprender (Mt 11.29).

O aluno normal:
1. aprende quando motivado, estimulado psicologicamente.
a. despertando para a realidade, aspirações.
b. consciência do despreparo.

2. aprende quando gosta.
a. escolha experimental (objetivamente).
b. Por efeito (subjetivamente) Mc 12.37.

3. aprende quando necessita.
a. funcionalmente;
b. futuramente.

4. aprende quando vê fazer. É o ensino pela demonstração - At 1.1.
a. observando;
b. motivando sua potencialidade e capacidade adormecida ou latente.

5. aprende quando faz.
a. fazendo - aprende-se;
b. repetindo - aprimora-se.
6. aprende quando há métodos certos de ensino.
7. Aprende quando investiga.
8. Aprende quando está interessado.
9. Aprende quando crê, confia:
a. em si mesmo;
b. em sua escola;
c. em seu professor.

10. aprende quando ora. Mt 8.17
11. aprende quando recebe atenção pessoal:
a. sendo conhecido;
b. sendo reconhecido.


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O PROFESSOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Divisa: Lc 6.40b "... todo aquele, porém, que for bem instruído será como seu mestre." RA.
"... porém, quando tiver terminado os estudos, o aluno ficará igual ao seu professor." BLH.
"... mas todo o que for perfeito será como o seu mestre." RC.

Introdução: "eficiência"

O professor eficiente é aquele que baseia seu ensino numa rica experiência de vida. Ninguém consegue ser um bom comunicador a partir de um arquivo intelectual vazio. Não podemos passar a outros aquilo que não possuímos.

Existe uma variedade de pessoas hoje que estão ministrando em nossas salas de aula sem o mínimo de dedicação, responsabilidade, sem o mínimo de compromisso com o ensino. Há aqueles que são vocacionados; há aqueles que estão ali por não haver outra pessoa para estar em seu lugar; são os famosos quebra-galhos. Estes na verdade não querem e não desejam ter um compromisso sério com o ensino bíblico.

De que lado você está atuando? Você é da esquerda ou direita? Têm responsabilidade ou é um irresponsável? É vocacionado ou não possuí nenhum vocação? Qual é a tua posição?
Na verdade, quem é o professor da Escola Dominical? Eis alguns pontos a serem considerados:

I. O PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL

1. O Professor deve ser:
a. uma pessoa salva de modo completo;
b. membro de uma igreja;
c. de vida cristã correta e sadio na fé. (I Tm 3.2)

2. A posição espiritual do professor é:
a. posição de honra;
b. posição de responsabilidade. (Ez 33.8-9)

3. O Professor é dirigido por uma Lei:
a. precisa conhecer o que vai ensinar;
b. elementos necessários para uma relação de ensino eficiente são:
b.1. Professor b.2. Aluno b.3. Matéria.
c. três fatores que contribuem e que o professor precisa conhecer para estabelecer uma relação de ensino são:
c.1. Matéria c.2. Aluno c.3. Método.
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4. O ministério de ensino do professor:
a. Por que ensinas?
* por amor a Deus
* por gratidão a Deus;
* porque o Senhor ordenou. (Mt 28.19-20)

b. Qual é o teu propósito no ensino?
* ganhar almas para Jesus;
* desenvolver a espiritualidade dos alunos;
* treinar os alunos para o serviço do mestre.

c. O que ensinarás?
* a Bíblia.

d. A quem ensinarás?
* a homens;
* a mulheres;
* a crianças.

e. Como ensinarás?
* conhecendo a Cristo como Salvador e Rei;
* conhecendo a Bíblia;
* conhecendo a matéria;
* conhecendo o aluno (Psicologia de cada aluno);
* conhecendo a arte de ensinar (Pedagogia).

5. Os requisitos de um bom professor:

5.1. Preparo

a. espiritual (Ed 7.10; I Pe 3.15); ser cheio, controlado e movido pelo Espírito Santo (I Co 2.15; Gl 6.1). é ter o fruto do Espírito expresso em Gl 5.22-23. São nove as qualidades listadas como fruto do Espírito:
(a). as três primeiras dizem respeito ao relacionamento do cristão com Deus.

AMOR - Os textos neotestamentários apresentam o amor como sendo a origem, o sentido e a razão do existir cristão. Ágape é a palavra usada. E a melhor definição para esta palavra, tão abundantemente usada no Novo Testamento é: "a forma mais elevada e nobre de amor, que vê no objeto do amor algo infinitamente precioso." Desta forma, ágape aparece como algo importante nas relações entre Deus e o ser humano. Paulo diz que essa dádiva nos é dada pelo Espírito (Rm 5.5). diz também que o amor é dentre outras coisas, um Dom permanente, um meio de vitória na vida cristã, mais importante de todas as conquistas. (I Co 13)
ALEGRIA - O Espírito proporciona bens espirituais tão relevantes, que só poderiam proporcionar uma alegria, ou um gozo espiritual no mesmo nível. A constatação do salmista é confirmada no N.T., quando diz: "... na tua presença há plenitude de alegria..." RA. "... A tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre". BLH. (Sl 16.11b). Jesus define com estas palavras o propósito da sua missão: (Jo 15.11).

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PAZ - Com o mesmo vigor, o relacionamento com Deus passa a ter sentido e produz profunda realidade a partir da paz, como realidade concreta do Espírito Santo. Paz "eirene" (ei.rh,nh) no NT traduz com segurança a palavra "Shalôm" (Mwolv\), no hebraico do AT, que significa: "tudo quanto contribui para o bem do ser humano - serenidade, tranqüilidade, o perfeito contentamento da vida totalmente feliz." O Espírito frutifica paz na medida em que aplica a obra vitoriosa, redentora e salvadora de Jesus Cristo, portanto, pelos seus exclusivos méritos.

(b) As três próximas qualidades do fruto do Espírito desenvolvem-se na vida do Cristão na esfera do seu relacionamento com o próximo:

LONGANIMIDADE - Expressa uma certa atitude para com as pessoas e eventos. Temos a palavra longanimidade, porque makros significa longa paciência, e thumos quer dizer ânimo ou disposição. Longanimidade (makroqumi,a), significa a paciência com as pessoas. É o espírito que nunca perde a paciência com as pessoas, nem a esperança para com elas; Deus é longanimo em relação ao ser humano - (II Pe 3.15); e desenvolve nele essa abençoada condição que permite suportar situações das mais desagradáveis com paciência - (Ef 4.12) e, assim, não vive com o dedo no gatilho da ira.

BENIGNIDADE - À vezes essa qualidade (crhsto,thj), é vista também sobre forma de atitudes ternas e gentis. Essa provém da realeza graciosa de Deus, porquanto é eternamente benigno. Em Tito 3.4, Paulo diz que a Salvação em Cristo concretiza-se por obra da benignidade de Deus. Essa virtude é definida como a dinâmica da bondade. O Espírito Santo produz essa qualidade divina na vida do cristão a fim de ser possível viver uma relação saudável com o seu próximo.

BONDADE - (ªªavgaqwsu,nh) Relacionada à qualidade anterior, a bondade é definida como sendo a qualidade própria daqueles que só desejam o que é bom, independente das circunstâncias. Os cheios de bondade estão entre os que representam os mais elevados valores éticos e morais. "Bom, no entender da Escritura Sagrada, significa: "ser como Deus" porque ele é o único que é perfeitamente bom. Uma coisa é ter padrões éticos elevados, outra coisa é a bondade que o Espírito Santo produz, que tem raízes em Deus.

(c) Os três últimos gomos restantes do fruto dizem respeito ao relacionamento do cristão consigo mesmo:


FIDELIDADE - pi,stij - é a palavra original no grego, e diz respeito à base de todo o conhecimento e experiência do cristão: confiança irrestrita em Deus, nas suas promessa e realizações; convicção e atitudes que tornam o indivíduo confiável. Pois, não há como enfrentar e vencer desafios e adversidades, tais como as aflições, as dúvidas, as fraquezas, o tempo, etc. O testemunho cristão, abençoado com essa virtude é aceito por ser bom, leal I Co 4.2; responsável Lc 12.42; 19.17, e que arrisca a própria vida pela causa de Cristo - Ap 2.10.


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MANSIDÃO (prau[thj) - Duas palavras associam-se inteligentemente: "força e suavidade." Equilibradamente, estas duas palavras denotam um sentimento e um caráter humilde e ao mesmo tempo sábio, seguro e forte. Mansidão está as vezes associada especificamente com o amor e as vezes com a disciplina. Mansidão para receber a palavra de Deus ou, então, para enfrentar a oposição à mesma. Jesus dá um convincente testemunho de mansidão diante dos seus opositores. Com a mesma sabedoria, Deus desenvolve essa preciosa qualidade através do seu Espírito. "Mansidão abriga uma força silenciosa que confunde os que a consideram fraqueza." (II Co 10.1,10)

DOMÍNIO PRÓPRIO - Este é o nono, também indispensável gomo do fruto do Espírito Santo. Quem não possuí essa qualidade expõe toda a sua vulnerabilidade e consequentemente, se compromete. O sentido neotestamentário faz coro com Pv 16.32, trata-se de um senhorio forte e suficiente para controlar pensamentos e impulsos. Paulo diz: (I Co 9.25).


b. Fidelidade no dever, ser disciplinado:
Sl 101.6; I Co 4.2

c. Ser Paciente
O nosso Deus é o "Deus da paciência" - Rm 15.5

d. Ser Dedicado
É o serviço feito da melhor maneira, é o zelo no trabalho - Ec 9.10.
e. Ser pontual
É chegar na hora, começar na hora, terminar na hora. Jesus sempre andava na hora - Jo 2.4.

f. As responsabilidades do professor:
1. para com Deus - I Tm 1.12;
2. para com a igreja - Ef 4.12;
3. para com a EBD - Rm 12.10;

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PROGRAMA DE UMA AULA
I. A LIÇÃO BÍBLICA

Professor, qual é a sua atitude diante da lição Bíblica que deve ser ensinada? Quando planeja aquela lição você pensa: "Ah! Não! Esta de novo! As crianças já conhecem esta lição". Ou você pensa: "Esta lição embora familiar, é uma ótima lembrança da fidelidade de Deus. Não vejo a hora de ensiná-la à meus alunos".

As atitudes do professor, influenciam muito o modo como ele dá aula. A questão é: "Como dar uma boa aula?"

1. Leitura, Oração e Meditação
Este é o primeiro passo. Professor , ore por você, sua classe e com seus alunos. Peça uma sabedoria especial à Deus para comunicar Sua palavra. A seguir, leia o texto Bíblico cuidadosamente, para que ensine fielmente (II Tm 2.15), o que a Bíblia diz. Enquanto lê, faça perguntas ao texto:
* Quem está envolvido nesta história?
* Como era aquela pessoa?
* O que esta lição ensina sobre Deus? Esta lição é importante, pois, quanto mais os alunos aprenderem sobre Deus, desejaram mais viver para Ele.
* Medite: "O que Deus que ensinar-me com esta lição?" Deixe Deus falar com você primeiro.
* Ao meditar nesta lição, que verso ler para os alunos diretamente da Bíblia?
* Como esta lição vai dar continuidade ao que já ensinei anteriormente?

2. Planeje Evangelizar os Alunos não Salvos
Os alunos não salvos da classe precisam ouvir a mensagem da Salvação e ter uma oportunidade de receber a Cristo como Salvador. Pensando nisso, ao ministrar sua aula, procure em alguns momentos, aplicar a Mensagem da Salvação.
* No relato da lição, ONDE há um bom momento para apresentar um atributo de Deus?
* ONDE ainda você poderá mostrar ao aluno a sua necessidade de um Salvador?
* QUAL seria a melhor oportunidade para apresentar a Obra de Cristo a levar o aluno a aceitar o Salvador?

3. Dê Alimento ao Aluno Salvo
O aluno convertido precisa ser desafiado a viver para Deus. O salvo deve saber e fazer o que é certo "Já que vocês conhecem esta verdade, serão felizes se a praticardes".(Jo 13.17 - BLH).
Planeje o ensino de acordo com as necessidades dos aluno. As necessidades são reveladas através da conduta dos alunos. Ao selecionar o ensino, tenha em mente: "é melhor ensinar claramente uma só verdade, do que tentar vinte pontos que os alunos não lembrar-se-ão". (I Co 14.19).

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4. Um Esboço para Seguir
Depois de estudar e ter em mente os fatos e lições espirituais, faça um esboço. O esboço é um plano de aula, que poderá ser escrito num pedaço de papel pequeno, para ser posto dentro da Bíblia. O esboço ajuda o professor a seguir uma ordem lógica e dá segurança ao ministrar sua lição. Se, eventualmente o professor se perder, poderá receber direção no esboço e seguir adiante.

O esboço pode ser dividido em 4 partes:
a. Começo: - deve ser envolvente. Varie os métodos usando ilustrações, perguntas, entrando diretamente na lição, usando suspense, etc.
b. Andamento: - use frases curtas em ordem lógica dos acontecimentos. Atenção - até a última frase do andamento, o ensino para p aluno salvo e a mensagem de salvação deverão estar intercalados.
c. Clímax: - deverá ser o ponto mais importante da aula.
d. Conclusão: - é o desfecho da aula e deve ser breve. Na conclusão também, podemos fazer o convite para aqueles alunos que não são salvos e que desejam aceitar a Cristo como Salvador.

5. Visuais: Prepare-os de Antemão
Para maior compreensão da lição, adquira visuais. Na medida do possível, varie semanalmente seus visuais: flanelógrafo; cartazes; marionetes; objetos; ou faça seus próprios visuais.

6. Treine a Voz
"Eu tenho novidades para vocês" - Diga esta frase quatro vezes. Primeiro como se estivesse triste; depois aborrecido; depois entusiasmado. Veja como a emoção e a forma como dizemos as coisas mudam o significado.
Quando estamos felizes ou entusiasmados, falamos mais rápido. Quando estamos tristes ou desanimados, nossa voz é mais lenta e mais suave.
Além disso, pense: há algumas perguntas específicas para fazer ao grupo? Posso pedir que leiam textos na Bíblia? Há alguma situação que poderíamos dramatizar?


7. Treine a Lição
Aproprie-se de tudo que já tem: "Esboço, ensino, visuais, etc., e vá para um lugar à parte e treine sua lição do início ao fim em voz alta.
O primeiro benefício disso diz respeito ao tempo. Uma boa lição pode ser dada em 45 minutos. Não prolongue a aula demais. Procure relacionar o texto áureo com a lição, aplicando-o na vida dos alunos. Mas não precisa decorar a lição - o Espírito Santo poderá usar uma palavra solta para alcançar a necessidade de alguém.
Tenha ainda o cuidado de ensinar a Palavra de Deus e não um texto preparado. Refira-se à Bíblia dizendo: "A Bíblia diz...".
Use também um linguagem sadia. Tome cuidado com gírias ou com vícios de linguagem como: "então"; crianças"; "vocês sabem, né"; "aí"; e etc.


8. Submeta tudo a Deus
A medida que for preparando, vá orando. Peça que "Deus abra os olhos, para que os alunos se convertam" (At 26.18). "Que os alunos estejam prontos par ouvir" (1.19); "Que transbordem no conhecimento" ( Cl 1.9).

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MÉTODOS DE ENSINO

INTRODUÇÃO

Ensinar é ajudar o aluno a aprender. É orientar, guiar e também instruir! Como ajudar o aluno a aprender é o cerne da questão. Como melhorar a aprendizagem?
O uso de bons métodos é uma das respostas. Mas, é bom lembrar que nenhum método é em si mesmo eficiente ou deficiente. A operação de qualquer método depende da situação total na qual é empregado. O professor, o aluno, a matéria, o método e a situação formam um todo unitário.

O método consiste no estabelecimento daquelas condições sobre as quais melhor se possa verificar o enriquecimento e controle da experiência. O método é pois, a utilização dos recursos feitos pelo professor, de modo que desperte o aluno para a atividade, ministrando-lhe orientação ao lidar com esses recursos, resultando no aprendizado.


I. O QUE DETERMINA A ESCOLHA DO MÉTODO
Há alguns fatores que determinam a escolha dos métodos, como:
I.1. Objetivo ou propósito da lição;
I.2. Habilidade do professor e do aluno;
I.3. O tamanho do grupo;
I.4. O tempo disponível;
I.5. Equipamentos necessários.


II. MÉTODO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS
Apesar do avanço das técnicas de dinâmica de grupo, muito se ensina ainda através de perguntas, quer como método especial; quer como elemento importante na composição de outros métodos.

1. Vantagens deste Método
1.a. Instrumento para orientar-se ao processo de ensino
1.b. Dá ao aluno oportunidade para investigar a verdade por si mesmo;
1.c. Aguça a curiosidade e estimula o interesse;
1.d. Leva o aluno a expressar sua própria idéia;
1.e. Ajuda o aluno a desenvolver o raciocínio crítico;
1.f. Oferece oportunidade para treinamento e revisão;
1.g. Possibilita o professor estabelecer e conservar o contato com a mente de cada aluno.

2. Técnicas de Perguntar
2.a. Devem ser formuladas de tal maneira que prenda o interesse de toda classe;
2.b. Devem ser feitas a modo de conversação;
2.c. Devem ser distribuídas de modo a que os alunos tenham oportunidade de aprender o mais igualmente possível;
2.d. Dar tempo suficiente para o aluno responder;
2.e. Devem ser feitas de modo a não sugerir respostas.

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3. As perguntas podem ser usadas para:
3.a. incentivar uma discussão sobre um tema conhecido;
3.b. apresentar um tema novo;
3.c. relacionar um tema bíblico com experiências pessoais;
3.d. analisar um problema pessoal sobre algum tema;
3.e. entrevistar um convidado no classe;
3.f. esclarecer os valores expressos pelas pessoas;
3.g. provocar uma explosão de idéias sobre algum problema ou assunto.


4. Tipos de Perguntas

Imaginação: Que faria você...? Como se sentiria...?

Raciocínio: Por que será que o rei Josias mandou destruir a casa dos rapazes escandalosos?

Memória: Para que País Moisés fugiu depois de matar o egípcio?
OBSERVAÇÃO
Os alunos também podem fazer as suas perguntas. O professor que puder ensinar respondendo perguntas, conseguirá mais do que formulando-as. Ele pode estimulá-las, sobre tudo revisando a lição anterior.

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PRELEÇÃO
É feito por uma pessoa diante de um auditório.
USE ESTE MÉTODO...

1. Ao dar uma informação;
2. Quando os alunos estiverem motivados;
3. Quando o orador tiver facilidade de expressão e domínio sobre o auditório;
4. Quando o grupo for muito grande e, por isso, tornar-se impossível o uso de outro método;
5. Para salientar ou adicionar mais alguma coisa aquilo que o aluno tenha lido;
6. Ao recapitular ou introduzir um assunto;
7. Quando os alunos estiverem à altura de compreender o vocabulário a ser usado.

VANTAGENS

1. Pode ser usado com adultos;
2. Poupa tempo;
3. Pode ser usado com grupos grandes;
4. Requer pouco uso de recursos audiovisuais;
5. Pode ser usado como complemento ao que foi lido;
6. Pode ser usado para introduzir e rever lições ou atividades.
LIMITAÇÕES

1. Impede a participação do aluno;
2. Poucos preletores são realmente bons oradores;
3. Requer do preletor profundo conhecimento da matéria;
4. Pode tornar-se cansativo;
5. O preletor pode impor suas idéias;
6. Não é próprio para usar com crianças;
7. Limita a retenção;
8. Faz uso, em geral de somente um sentido;
9. O preletor nem sempre pode julgar as reações do ouvinte.

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PAINEL - PARLAMENTO

É um tipo de painel que oferece a participação do Auditório.

USE ESTE MÉTODO...

1. Quando desejar apresentar um assunto e sentir a reação do auditório;
2. Quando quiser que um grupo participe de um discurso;
3. Para tratar de assuntos difíceis, antes de permitir a discussão pelo auditório;
4. Quando tiver tempo suficiente;
5. Quando desejar analisar as vantagens e desvantagens de uma solução para algum problema;
6. Quando puder contar com a participação de pessoas qualificadas;
7. Quando apresentar pontos de vista diferentes.

VANTAGENS


1. Permite a participação de todo grupo;
2. Oferece oportunidade para todos;
3. Permite que o auditório dialogue;
4. Canaliza a atenção;
5. Permite ventilar as opiniões dos que formam o painel;
6. Levanta problemas;
7. Apresenta pontos de vista diferentes.

LIMITAÇÕES


1. Consome bastante tempo;
2. Requer um moderador habilidoso;
3. Pode parecer ao auditório assunto incerrado;
4. Permite aos que participam do painel apresentarem preleções curtas ao invés de discussões;
5. O assunto principal pode ser facilmente desviado;
6. Os membros do auditório podem não Ter habilidades para fazer perguntas acertadas;
7. Permite aos membros mais faladores tomarem todo o tempo da discussão.

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DISCUSSÃO EM PAINEL

É uma conversação diante de um auditório sobre um tópico previamente selecionado; requer três ou mais participantes e um Líder.


USE ESTE MÉTODO...


1. Quando quiser apresentar pontos de vistas diferentes;
2. Quando houver pessoas qualificadas para formar o painel;
3. Quando o assunto principal for por demais complexo para ser discutido pelo grupo todo;
4. Quando for melhor para o auditório somente observar, mas, não discutir;
5. Quando quiser analisar as vantagens e desvantagens na solução de problemas;
6. Quando participantes do painel e orientador puder preparar-se para a discussão.

VANTAGENS

1. Estimula o pensamento;
2. Apresenta diferentes pontos de vista;
3. Suscita problemas;
4. Estimula analise;
5. Aproveita as pessoas mais qualificadas.

LIMITAÇÕES

1. O assunto principal pode ser desviado;
2. Possibilita aos participantes do painel falarem demais;
3. Não permite a participação de todos os membros do grupo;
4. Tem a tendência de tornar-se numa série de pequenas palestras;
5. Divide o auditório à proporção em que os ouvintes, vão se identificando com os participantes do painel;
6. Requer bastante tempo e preparação;
7. Requer um moderador habilidoso.


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DISCUSSÃO EM GRUPO


É uma troca de idéias previamente planejada, entre três ou mais pessoas, sobre um assunto selecionado e sobre a orientação de um Líder.


USE ESTE MÉTODO...

1. Quando desejar partilhar idéias;
2. Para estimular interesse em problemas;
3. Para ajudar pessoas a expressarem suas idéias;
4. Para identificar e examinar um problema;
5. Para criar um ambiente informal;
6. Para conseguir a participação de pessoas tímidas.

VANTAGENS

1. Dá oportunidade para troca de idéias;
2. É democrático;
3. Cria um espírito de equipe;
4. Amplia a visão;
5. Provê oportunidade de liderança;
6. Ajuda a desenvolver habilidade de liderança.

LIMITAÇÃO

1. Não pode ser usado com grandes grupos;
2. Os participantes das equipes podem ter informações limitadas;
3. A discussão é facilmente desviada;
4. Requer liderança habilidosa;
5. Uma pessoa com tendência a falar pode dominar a discussão;
6. O povo em geral prefere um método mais formal.

14
PEQUENOS GRUPOS DE ESTUDO - FRACIONAMENTO


São divisões de um grupo grande. Os grupos discutem problemas específicos e, em geral, apresentam as conclusões ao grupo todo.

USE ESTE MÉTODO...

1. Quando o grupo for muito grande;
2. Quando examinar várias facetas de um assunto;
3. Quando alguns membros do grupo não estiverem motivados para participar;
4. Quando o tempo for limitado;
5. Para criar um ambiente cordial e fraternal entre os membros do grupo.

VANTAGENS

1. Encoraja as pessoas tímidas;
2. Cria um ambiente cordial;
3. Dá oportunidade de participar da liderança;
4. Desenvolve habilidades de lideranças;
5. Economiza tempo;
6. Dá oportunidades para todos contribuir e aproveitar as idéias;
7. Pode ser usado facilmente com outros métodos;
8. Provê variedade.

LIMITAÇÃO


1. Pode resultar em idéias pobres;
2. O assunto principal pode ser desviado;
3. A liderança pode não ser habilidosa;
4. As conclusões podem ser desordenadas;
5. Requer estudo prévio para alcançar conclusões precisas;
6. Pode resultar em grupinhos provisórios;
7. Requer algum tempo para arrumar o equipamento para as reuniões em grupo.



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DRAMATIZAÇÃO


É a apresentação de um problema humano, encenado por duas ou mais pessoas, com o propósito de uma análise pelo grupo.


USE ESTE MÉTODO...

1. Quando os membros precisarem reconhecer outros pontos de vista;
2. Quando os membros do grupo tiverem habilidades para usar o método;
3. Quando for preciso ajudar os membros do grupo a se identificarem com um problema;
4. Quando o alvo for mudar as atitudes de um grupo;
5. Quando o apelo emocional for útil na solução de um problema;
6. Quando desejar preparar um ambiente ideal para resolver problemas.

VANTAGENS

1. Desperta interesse imediato;
2. Pode ser usado com grupos de qualquer tamanho;
3. Ajuda os membros a analisarem a situação;
4. Produz segurança;
5. Leva o membro do grupo a se identificar com o problema;
6. Leva os membros a considerar outros pontos de vista;
7. Cria um ambiente próprio para solucionar problemas.

LIMITAÇÃO



1. Os assistentes podem identificar o problema dramatizado como sendo real na vida de cada ator;
2. A maioria das pessoas não gosta de participar de dramatização;
3. Requer uma liderança treinada;
4. Não pode ser usada em qualquer situação;
5. Os atores podem Ter dificuldades de se <> do papel que representarem.
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COMUNICAÇÃO VISUAL


"UMA IMAGEM VALE MIL PALAVRAS"


A comunicação por meio da imagem é tão antiga quanto a própria história do homem. Quanta informação pode-se obter hoje sob o passado de povo; sua história e costumes, apenas catalogando idéias expressas nas paredes das cavernas, em peças de cerâmica, em madeira esculpida, ou em outras formas.
Este processo evoluiu consideravelmente no decorrer dos séculos. Hoje é impossível ignorarmos que vivemos numa era em que o mundo explora ao máximo a comunicação por meio dos visuais. Diga-se de passagem que a televisão, o cinema, o computador, estes e outros mais, são veículos que facilitam muito a percepção e causam uma reação no indivíduo observador. Ele não apenas ouve uma mensagem, ele também a vê.



"Esta provado que uma pessoa lembra cinco vezes mais o que vê do que o que ouve..." Concluo, enfim, que a comunicação de uma mensagem torna-se muito mais eficiente e completa quando é transmitida como auxílio de visuais.

Na comunicação infantil, o auxílio visual torna-se imprescindível, pois, certos vocábulos ou mesmo uma idéias podem fugir do limite de compreensão da criança. O material visual traz clareza e ao mesmo tempo ilustra aquilo que não faz parte do cotidiano dela, ou seja, aquilo que lhe é familiar.

O material visual torna as idéias mais concretas. O ensino torna-se mais eficiente, e as impressões deixadas serão bem mais duradouras. Nossa pretensão é encorajar-lhe, caro professor, dar-lhe mais condições para confeccionar você mesmo seu próprio material.

* COMUNICAÇÃO - É a arte de transmitir, compartilhar, participar, fazer saber e tornar conhecido o ensino.
* AUXÍLIO VISUAL - É o material que você usa com o fim de trazer mais clareza ao ensino. Pode ser uma cartaz, retroprojetor, fantoches, quadro de pregas, etc.
* VANTAGENS E RESULTADOS DO RECURSO VISUAL:
a. o ensino visualizado prende a atenção do aluno (criança);
b. esclarece a mensagem;
c. fixa o ensino na memória, pois, a criança lembra-se muito mais o que vê;
d. estimula a imaginação do aluno (criança);
e. é Bíblico, pois, foram usadas ilustrações e "figuras" tanto no Ant. quanto Novo Testamento.

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PRINCÍPIOS DO USO DE VISUAIS NO ENSINO


1. O visual deve ser claro e fácil de enxergar, de modo que todos os alunos (as crianças), possam ver com clareza.

2. Deve ajudar a esclarecer o ensino, trazendo luz sobre o que está sendo ensinado.

3. O método visual deve ser usado com a finalidade de facilitar e estimular o aprendizado do aluno, e não apenas diverti-la.

4. Não usar o tempo de preparar a lição, preparando os visuais, esquecendo-se do ensino.

5. Não esquecer que é o poder da Palavra de Deus que promoverá o aprendizado, e que o uso de visuais é somente o método que nos auxilia no ensino desta Palavra.


I. O Valor da Comunicação Visual
Observe os gráficos abaixo, e compare os níveis de aprendizado relativos a cada sentido de uma pessoa:

II. O CLIMA DA COMUNICAÇÃO

Deus nunca deixou de comunicar-se com o homem. Sabemos que a criação é um meio de "proclamar" a glória de Deus" (Sl 90.1ss), e que os atributos de Deus assim como Seu eterno poder, como também Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Rm 1.19,20.

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O clima da comunicação de Deus ao homem se deu com a vinda de Jesus Cristo, Seu filho, ao mundo. (Jo 1.14-18; Ef 2.12;17). Com a morte de Cristo pelo pecador (Rm5.8), Deus comunicou ao homem perdido o Seu amor.

A cruz é o meio visual pelo qual Deus demonstra o Seu grande amor pela humanidade e jamais deve ser usada como idolatria. Aplicando a comunicação em linhas cruzadas, devemos ressaltar que, como crentes nascidos em Cristo, temos a comunicação com o vertical - Deus, por meio de Cristo (Jo 14.9; I Tm 2.5; Hb 1.1,2), mas, também precisamos ter comunicação horizontal com o nosso próximo. (I Jo 4.7-21).

D E U S

M e d i a d o r
C R I S T O


SALVAÇÃO
Lc 10.29

H O M E N S P R Ó X I M O

A M A R Tg 2.8


III. EXEMPLOS DE COMUNICAÇÃO VISUAL NA BÍBLIA
Tanto o Antigo como o Novo Testamento estão repletos de belos e esclarecedores símbolos, figuras, tipos e ilustrações que foram deixadas para nos ajudar na compreensão das verdades Bíblicas.
Eis alguns exemplos Bíblicos de comunicação visual:

a. No Antigo Testamento
* O Arco - Gn 9.17;
* O Sangue nos umbrais das portas - Êx 12.22;
* O Tabernáculo de bronze - Êx 25;
* A Serpente de bronze - Nm 21.4-9.

b. No Novo Testamento
* A porta - Jo 10.9;
* A luz - Jo 8.12;
* O pão - Jo 6.35;
* A água - Jo 4.14;
* O bom pastor - Jo 10.11;
* A videira - Jo 15.1.
*
Usar a comunicação visual na evangelização, é tornar os ensinos de Cristo tão claros quanto Ele os apresentou. Pois, velhos e crianças o entendiam, quando Ele usou as ilustrações dos lírios, dos pássaros, dos pescadores, dos talentos e de tantos outros para atingir o alvo do Seu ensino.
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Curso de Formação para Professores de EBD PEDAGOGIA DO ENSINO

Prof. Ricardo Aparecido dos Reis