segunda-feira, 20 de julho de 2009

NEGOCIAI ATÉ QUE EU VENHA



Era uma vez um homem nos Estados Unidos que morava às margens de uma rodovia e ganhava seu sustento vendendo cachorros-quentes na beira da estrada. Seus ouvidos já não eram muito bons, por isso ele nunca ouvia rádio. Seus olhos já não eram muito bons, por isso ele nunca lia jornal.

Mas bons eram os cachorros-quentes que ele vendia, e ele colocou placas na estrada para anunciar isso ao mundo. Ele sempre ficava na beira da estrada e gritava: "Quem quer cachorro-quente? Olha o cachorro quente!" E cada vez mais pessoas compravam seus lanches ali.
Ele aumentou suas encomendas de pão e salsicha. Comprou um forno maior para acompanhar o aumento do negócio. No fim, ele precisou de um ajudante e tirou seu filho do colégio para ajudá-lo.

Aí aconteceu o seguinte:
O filho falou: "Pai, você não ouve rádio? Você nunca lê jornal? Temos uma enorme recessão. A situação na Europa está horrível. E a nossa situação na América é pior ainda. Tudo está virado num caos."
Ao que o pai respondeu: "Meu filho foi ao colégio. Ele ouve rádio e lê jornal. Ele deve saber das coisas."

Aí ele reduziu suas encomendas de pão e salsicha, recolheu os cartazes de propaganda e poupou o esforço de se colocar ao lado da estrada anunciando seus cachorros-quentes.
E de um dia para o outro seu negócio quebrou.
"Você tem razão, meu filho", falou o pai. "Nós realmente nos encontramos em uma grande recessão"
Essa "fábula moderna" pode ser transportada muito bem para os nossos dias. Aqui vemos um homem que empenhou todas as suas forças para vender cachorros-quentes. Ele era dinâmico, tinha idéias e perseverança. E também não temeu um certo risco para expandir seu negócio.


A Igreja de Jesus não tem uma incumbência profana como vender cachorros-quentes, mas de passar adiante o pão da vida através do Evangelho. E para isso são necessários filhos de Deus que empenhem toda a sua vida, que tenham uma fé corajosa, que sejam criativos e não tenham receio de avançar pela fé enfrentando novos desafios.

Mas com muita facilidade – como na nossa história – os cristãos se deixam influenciar pelos acontecimentos negativos que acontecem no mundo. O som da "Boa Nova" é superado pela avalanche de más notícias que correm no mundo, e muitos filhos de Deus lhes dão crédito. Ouve-se dizer: "O Evangelho está ultrapassado. – Os tempos mudaram. – O dinheiro está escasso. Por isso não podemos começar com novos projetos. – A recessão está por tudo, e o mundo ficou tão mau que o Evangelho não interessa mais às pessoas." Muitos desanimam diante dos sinais dos tempos e só esperam por um juízo. Por se deixarem influenciar pelo mundo, deixam de aproveitar o tempo oportuno. Reduzem suas encomendas de boa literatura cristã. Retiram das ruas os cartazes que anunciam o pão da vida.
Já há muito tempo deixaram de ir para as "ruas e becos da cidade" anunciando o Evangelho. Mesmo que não se fale sobre o assunto em voz alta, as atividades, que não mais são atos de fé, falam uma clara linguagem. Tudo está reduzido à edificação própria e contenta-se com o mínimo. E aí os resultados são "segundo a nossa fé", ou melhor, segundo a nossa falta de fé. De uma hora para a outra "o negócio vai à falência". Será que temos o nome de que vivemos, mas na verdade estamos mortos (Ap 3.1)?

Em relação ao período compreendido entre a Ascenção de Jesus e a Sua volta, o Senhor fez a séria admoestação: "Então disse: Certo homem nobre partiu para uma terra distante, com o fim de tomar posse de um reino, e voltar. Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu volte" (Lc 19.12-13). Querido irmão, querida irmã: não devemos parar de anunciar o Evangelho ao mundo! Nem as tendências da época nem o espírito do tempo em que vivemos ou qualquer opinião negativa devem nos impedir de tomarmos posse de mais e mais terreno para a maravilhosa obra de Jesus! Bem pelo contrário, devemos empenhar todos os esforços para fazer aquilo que Ele nos ordena com tanta insistência: "Negociai até que eu volte." Para a cristandade, todo o tempo é tempo de semear a Palavra de Deus e de ir em frente pela fé. O apóstolo Paulo podia dizer: "desde Jerusalém e circunvizinhanças, até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo" (Rm 15.19b).
Nós, cristãos, não esperamos pela recessão, mas pelo Todo-Poderoso e Sua Palavra: "Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor"(2 Cr 25.9b). Não devemos pensar que "não vale a pena", mas vamos nos firmar em promessas bíblicas, assim como Paulo, que escreveu as palavras que tanto fortalecem nossa fé: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão"(1 Co 15.58). Não esperamos pelo fim do mundo; esperamos pela volta do Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.7-8). Também não esperamos por um juízo sobre o mundo, muito pelo contrário, esperamos por Aquele que pelo alto preço de Seu sangue derramado resgatou Sua Igreja (1 Pe 1.18-19), para colocá-la diante de Si gloriosa, sem mácula nem ruga (Ef 5.27). Nós esperamos por Aquele que em breve virá para buscar a Sua Igreja.

Por isso não devemos desanimar em pregar o Evangelho e não devemos fazê-lo de maneira tímida e reservada, mas com todos os recursos de que dispomos. E é por isso que continuamos a dizer uns aos outros e ao mundo: "Maranata! O Senhor vem!"
(Norbert Lieth)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

ISAÍAS CAP. 40


1Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. 2Falai benignamente a Jerusalém e bradai-lhe que já a sua servidão é acabada, que a sua iniqüidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados.3Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. 4Todo vale será exaltado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. 5E a glória do Senhor se manifestará, e toda carne juntamente verá que foi a boca do Senhor que disse isso.6Voz que diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda carne é erva, e toda a sua beleza, como as flores do campo. 7Seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. 8Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.9Tu, anunciador de boas-novas a Sião, sobe a um monte alto. Tu, anunciador de boas-novas a Jerusalém, levanta a voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus. 10Eis que o Senhor Jeová virá como o forte, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão vem com ele, e o seu salário, diante da sua face. 11Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os braços, recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente.12Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu em uma medida o pó da terra, e pesou os montes e os outeiros em balanças? 13Quem guiou o Espírito do Senhor? E que conselheiro o ensinou? 14Com quem tomou conselho, para que lhe desse entendimento, e lhe mostrasse as veredas do juízo, e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho da ciência? 15Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde e como o pó miúdo das balanças; eis que lança por aí as ilhas como a uma coisa pequeníssima. 16Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos. 17Todas as nações são como nada perante ele; ele considera-as menos do que nada e como uma coisa vã. 18A quem, pois, fareis semelhante a Deus ou com que o comparareis?19O artífice grava a imagem, e o ourives a cobre de ouro e cadeias de prata funde para ela. 20O empobrecido, que não pode oferecer tanto, escolhe madeira que não se corrompe; artífice sábio busca, para gravar uma imagem que se não pode mover.21Porventura, não sabeis? Porventura, não ouvis? Ou desde o princípio se vos não notificou isso mesmo? Ou não atentastes para os fundamentos da terra? 22Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar; 23o que faz voltar ao nada os príncipes e torna coisa vã os juízes da terra. 24E não se plantam, nem se semeiam, nem se arraiga na terra o seu tronco cortado; sopra sobre eles, e secam-se; e um tufão, como pragana, os levará.25A quem pois me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? – diz o Santo. 26Levantai ao alto os olhos e vede quem criou estas coisas, quem produz por conta o seu exército, quem a todas chama pelo seu nome; por causa da grandeza das suas forças e pela fortaleza do seu poder, nenhuma faltará. 27Por que, pois, dizes, ó Jacó, e tu falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu juízo passa de largo pelo meu Deus? 28Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não há esquadrinhação do seu entendimento. 29Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. 30Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão. 31Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O pecado da ira


Mt 5.21 Eu, porém, lhes digo que qualquer um que se ire contra seu irmão merece ser punido (com a morte). E quem quer que diga a seu irmão: Estúpido! Merece ser condenado (à morte) pela suprema corte. E quem quer que diga: Idiota! Merece ser lançado no inferno de fogo.



O início do ato externo do homicídio é a ira pecaminosa, o ódio. Cf. Tg 4.1. Uma atitude tão rude e má para com um irmão é realmente pecado contra o sexto mandamento, diz Jesus, e merece ser castigado( com a morte). Quando nesse espírito de desdém e grande desgosto alguém diz a seu irmão: “Raca” – provavelmente em aramaico e signifique “estúpido” (“ou cabeça oca”) – é digno de ser condenado à morte pela suprema corte (judaica, o Sinédrio). Semelhantemente, quando, no mesmo estado de mente e coração, ele diz: “Idiota” (ou, “retardado mental”, “tolo”), merece a morte. Além disso, que o Senhor não está pensando apenas na morte física, mas igualmente na morte eterna faz-se evidente das palavras “ele merece ser lançado no inferno (gehenna) de fogo”.

Se esta explicação da passagem é aceita, então tudo se torna muito simples. Jesus está ensinando apenas uma lição muito importante. Ele está dizendo que a ira pecaminosa – do tipo que leva a dizer palavras amargas – é em sua própria natureza homicídio. É homicídio praticado no coração. A menos que se arrependa, a pessoa com essa espécie de atitude já enfrenta o castigo eterno no inferno. Seja o que for que possa parecer aos olhos humanos, aos olhos de Deus já está condenada, e está de caminho para a morte que jamais finda. Assim, enquanto os escribas e fariseus punham a ênfase no exterior, como se isso fosse a única coisa repreensível, Jesus liga o ato à má disposição do coração, que está por detrás disso.

Entretanto, há ainda outra interpretação. Em parte, resume-se assim: Jesus está afirmando que um homem, por estar irado com o seu irmão, deve ser sentenciado por “uma corte local”; ao fazer algo pior, ou seja, movido pela ira chamar seu irmão de estúpido, ou dizer que ele é um traste inútil, deve ser punido pela suprema corte; e pior ainda, chamá-lo de idiota, então merece a penalidade máxima – a perdição eterna.

Não há desculpa para o fato de que, em sua interpretação do sexto mandamento, os escribas e fariseus dos dias de Jesus, em consonância com os homens de outrora, estavam omitindo a lição principal. “Moisés” havia enfatizado o amor a Deus (Dt 6.5) e aos homens (Lv 19.18). Não só isso, mas a primeira narrativa de uma rixa doméstica, a história de Caim e Abel, ressaltara de uma maneira muito impressionante o mal da ira proveniente do zelo, como sendo a raiz do homicídio (Gn 4.1-16; ver especificamente os vv. 6 e 7). A mesma lição fora reenfatizada nos escritos posteriores ( Pv 14.17; 22.24; 15.23; Ec 7.9; Jó 5.2; Jn 4.4). Consequentemente, ao interpretar o sexto mandamento na forma como o faz, Jesus, longe de anulá-lo, está mostrando o que queria dizer desde o início.

Porém, o que acontece quando, na conduta diária de uma pessoa, esse princípio de amor não recebe a devida atenção? O que deve fazer o homem que não está vivendo em harmonia com o irmão? Esse relacionamento tenso afetaria de alguma forma a sua adoração a Deus? Ou estamos tratando aqui com duas categorias distintas? É uma pergunta muito prática, sem dúvida, não só naquele tempo, mas também nos dias atuais! Com quanta frequência não ouvimos a desculpa: “isso (essa ação ou atitude com respeito ao meu próximo, minha família, meu negócio, meu país, etc.) não tem nada que ver com minha religião”?

Jesus, discordando de forma radical, responde: Portanto, se quando você levar sua oferta ao altar, você se lembrar que seu irmão tem uma queixa contra você, deixa a sua oferta ali diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; então, volte e apresente a sua oferta. (Mt 5.23,24).

Texto extraído do comentário do novo testamento Mateus vl. 1 William Hendreiksen editora cultura Cistã.

terça-feira, 30 de junho de 2009

O EXEMPLO DE UM HOMEM BOM, CHEIO DO ESPÍRITO SANTO E DE FÉ



Por João Alves dos Santos


Atos 4:32-37; 9:26-27; 11:19-26
Introdução:
Li em um jornal secular um artigo que começava com a seguinte ilustração: Dois botânicos norte-americanos percorriam uma savana, no sertão africano, à procura de uma rara espécie de orquídea, quando se depararam com um enorme leão. “Se esse bicho nos atacar, estaremos fritos”, disse um deles. O outro, abaixando-se rapidamente, começou a trocar suas pesadas botas por sapatos de tênis. “Você está pensando que pode correr mais depressa que o leão”, admirou-se seu companheiro. “Mais depressa que o leão, não. Basta que eu corra mais depressa que você”.




O articulista fazia uma aplicação à moral de nossa sociedade, onde “o vício não só não é punido” mas chega a ser, segundo ele, “glorificado e confundido com o êxito”. Esse é o espírito do homem sem Deus, individualista, para quem o objetivo principal de existir é o próprio “eu” e cuja regra áurea de ação é o “cada um pra si e Deus pra todos”, ou, ainda, o “salve-se quem puder”. Não é assim na Igreja de Cristo, ou, melhor, não deve ser assim na Igreja de Cristo e muito menos no ministério. Não há lugar aqui para o individualismo, para a busca do bem próprio, da promoção do “eu”, ainda que isto custe sacrifícios e perdas pessoais. Quem quiser conhecer o padrão bíblico de um homem de Deus, especialmente de um ministro do evangelho aprovado, deve inspirar-se no exemplo de homens como Barnabé, aqui chamado de “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11:24).




Quais são as razões que encontramos na Bíblia para que esse homem fosse assim caracterizado? O que sabemos de Barnabé?
Lucas, no livro de Atos, narra aquilo que Jesus continuou a fazer e a ensinar através dos apóstolos, depois que estes foram cheios do Espírito Santo no Pentecostes e passaram a dar testemunho, começando por Jerusalém, indo para a Judéia e Samaria e chegando até os confins da terra, conforme o texto chave de 1:8. Com a perseguição que ocasionou o martírio de Estevão, em Jerusalém, muitos judeus foram dispersos e, como resultado direto dessa dispersão, o evangelho foi pregado em Antioquia da Síria. Lá se formou a primeira igreja cristã do mundo gentílico, a qual veio a ser, mais tarde, a mãe de todas as demais. Era uma igreja composta de judeus e de gregos, conforme Atos 11:19-20. É nesta igreja que vamos encontrar o início da atuação desse homem de Deus, narrada por Lucas. Seu nome já havia sido mencionado anteriormente, em relação à Igreja de Jerusalém e seria ele pessoa chave no estabelecimento da Igreja de Antioquia e de outras igrejas no mundo gentílico. Barnabé foi companheiro de Paulo na sua 1ª viagem missionária e fez, com João Marcos, uma outra viagem evangelística. Depois, sai da cena narrada por Lucas, cujo interesse se concentra especialmente no ministério de Paulo. Mas a tradição, que pode ou não ser verdadeira, atribui-lhe a evangelização do norte da África, especialmente na cidade de Alexandria.




Em Atos, Lucas faz, no início do livro, a título de introdução, breves referências aos dois grandes missionários cujo trabalho iria apresentar. A Paulo ele se refere como consentindo na morte de Estevão, antes da sua conversão ao Cristianismo (8:1). A Barnabé, se refere como um dos que venderam propriedades para entregar o valor aos apóstolos, visando a distribuição entre os crentes pobres (4:36-37). Menciona também que era judeu, natural de Chipre, e que seu nome original era José, e foi chamado Barnabé pelos apóstolos, o qual significa “filho de consolação”. É mencionado 29 vezes no NT, 24 delas no livro de Atos.
É sobre essa nobre figura dos dias apostólicos que queremos falar nesta hora, sob o tema: “O exemplo de um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé”.




Barnabé deixou-nos o exemplo do que é ser um homem bom, cheio do Espírito Santo e fé. Seu comportamento, nas referências que lhe são feitas no livro de Atos, justifica totalmente essa qualificação. Ele demonstrou merecê-la porque:
I. Era desprendido e caridoso: At 4: 36-37
O texto de At 4:37 nos diz que ele vendeu um campo que possuía e “trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos”. Isto era feito, conforme a passagem, para que o valor fosse distribuído aos que tinham necessidade, visto que “ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía” e “tudo lhes era comum” (4:32). Desta forma “nenhum necessitado havia entre eles”, segundo o texto (4:34).




Esta é a primeira referência feita na Bíblia a Barnabé. Ele estava perfeitamente sintonizado com o espírito de comunhão que havia entre os crentes nos primeiros dias da Igreja. Embora a prática seja atribuída a todos, Barnabé e o casal Ananias e Safira são os únicos cujos nomes são mencionados neste contexto de venda e doação de bens. O de Barnabé, para introduzir a figura de um homem que o autor mais à frente chamaria de bom, cheio do Espírito Santo e de fé, e os de Ananias e Safira, para ensinar que não se engana a Deus, que conhece os desígnios do nosso coração.




Em nenhum lugar da Bíblia lemos que para sermos homens bons, cheios do Espírito Santo e de fé, temos que dar todos os nossos bens aos pobres. Jesus testou o moço rico com esse mandamento, mas para provar que ele não amava a Deus acima de todas as coisas e nem ao próximo como a si mesmo, e que, portanto, não cumpria os mandamentos, como supunha (Mt 19:21). A Bíblia manda amar o próximo, principalmente os da fé : “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”, diz Paulo aos gálatas (Gl 6:10). O amor é a prova da nossa bondade, do nosso enchimento do Espírito e da nossa fé, mas não o amor de palavras apenas, mas o de ação, como o de Barnabé. É o que Tiago nos ensina nestas palavras: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2:15-17). E Paulo diz que “ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (1Co 13:3).




Como tem sido demonstrado nosso amor pelos irmãos? Até que ponto estamos dispostos a abrir mão dos nossos próprios recursos para ajudar os irmãos necessitados? Barnabé fez isto. Não sabemos se era o seu único patrimônio. Poderia não ser, mas de qualquer modo estava no grupo dos que não consideravam exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuíam. Por isso era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé.



II. Estava pronto a confiar nas pessoas e dar-lhes uma segunda oportunidade: At 9:26-27
a) Deu um voto de confiança a Paulo:
Quando Paulo chegou em Jerusalém, na primeira visita depois da sua experiência no caminho de Damasco, “procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus” (At 9:26-27).




Quando todos desconfiavam de Paulo e da veracidade de sua experiência de transformação (de perseguidor a perseguido), foi Barnabé quem lhe deu um voto de confiança. Acreditou nele e na sua palavra e por ele intercedeu junto aos apóstolos. Foram as suas qualidades de homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé que lhe deram condições para julgar a situação e convencer-se de que Paulo estava falando a verdade. A persuasão do Espírito, do qual estava cheio, convenceu-o de que o testemunho de Paulo sobre sua conversão e pregação em Damasco era digno de crédito. Sua bondade levou-o a aproximar-se de Paulo, quando todos o evitavam. Sua fé levou-o a agir, para que ele fosse aceito no círculo dos apóstolos, de forma que “estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor” (v. 28). Na história do consagrado missionário dos gentios, o homem sobre quem, provavelmente, mais se escreveu até hoje, depois de Cristo, entrou o nome de Barnabé, como aquele que o introduziu no círculo apostólico em Jerusalém.




Qual é o Paulo, famoso ou desconhecido, a quem você recebeu na Igreja como um irmão num momento de desconfiança e incerteza, a quem você demonstrou compreensão e amor, em cuja palavra você acreditou? Podemos racionalizar nossos preconceitos dizendo: “Hoje, a situação é diferente. Há muitos impostores, precisamos ter cuidado”. É verdade que há. E é verdade que precisamos ter cuidado. Mas não era diferente nos dias de Barnabé. E, no caso de Paulo, até então Saulo, seu nome era conhecido como temível perseguidor. A desconfiança, até certo ponto, era compreensível. Mas Saulo precisava de um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé que acreditasse nele. E este homem estava lá.




b) Deu um voto de confiança a João Marcos:
Foi Barnabé quem confiou em João Marcos, quando Paulo não queria mais nada com ele. João Marcos era um discípulo da Igreja de Jerusalém, a quem Barnabé e Paulo levaram para Antioquia, para ajudar no ministério (At 12:25). Foi companheiro dos dois, durante parte da primeira viagem missionária (At 12:25; 13:5). Acompanhou-os na viagem até Chipre, mas de Perge, na Panfília, não quis mais continuar e retornou para Jerusalém (At 13:13). Não sabemos exatamente qual o motivo da desistência. Mas Paulo passou a considerá-lo inapto para o ministério. Quando se preparavam para a 2ª viagem, Barnabé quis levar João Marcos, que era seu sobrinho, novamente com eles. Mas Paulo se opôs à idéia, achando melhor não levar aquele que antes havia abandonado a obra. E o texto nos diz que “houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas” (At 15:36-41).




É compreensível a atitude de Paulo. É difícil confiar em quem já nos decepcionou uma vez. Mas lá estava um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, para dar a João Marcos uma segunda oportunidade. E para isto estava tão determinado que não hesitou em separar-se de Paulo, o companheiro tão querido. Certamente Barnabé amava a Paulo e o respeitava. Mas amava também a João Marcos e estava certo de que ele poderia ser recuperado. Deus poderia fazer uma grande obra nele e por ele. Para isto, Marcos precisava apenas de uma segunda chance. E esta chance foi dada por Barnabé. Ele ofereceu-se para ser o seu companheiro, tutor e pai espiritual. E a história provou que Barnabé estava certo. Cerca de onze anos mais tarde, ao escrever aos Colossenses e a Filemon (Cl 4:10; Fm 23-24) Paulo se refere a João Marcos como um dos seus cooperadores na prisão, e na segunda carta a Timóteo, já no final da sua vida, ele dá este testemunho: “Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério” (4:11). Era a prova de que Barnabé estava certo. É possível que a atitude de intransigência de Paulo tenha servido para mostrar a João Marcos a gravidade do seu erro e a seriedade do ministério. Deus usa pessoas rigorosas para nos disciplinar também. Precisamos de homens com a rigidez e a firmeza de Paulo, na disciplina pessoal, mas precisamos também de homens compreensíveis e amorosos como Barnabé, prontos a dar uma segunda chance àqueles que erram uma primeira vez e a confiar no potencial daqueles que Deus coloca como nossos colaboradores. João Marcos precisou desta segunda oportunidade para tornar-se o obreiro fiel e útil que foi. Aquilo que no começo pareceu um episódio triste na história da pregação do Evangelho, transformou-se num benefício para a Igreja, que passou a ter duas equipes de pregadores, e para o próprio apóstolo Paulo, que teve mais tarde em João Marcos um dos seus fiéis colaboradores.




Quem é o seu João Marcos? A quantos você já demonstrou amor, compreensão e disposição para ajudar a recuperar-se? O nome de Barnabé, “filho de exortação ou de consolação” é bem descritivo desta sua característica. Muitos, durante o nosso ministério, precisarão de nossa palavra de encorajamento e apoio, de nosso companheirismo e do nosso exemplo. Paulo diz: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana. Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro” (Gl 6:1-3). É ele também quem diz que “o amor é paciente” (1Co 13:4). Um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé tem paciência para ajudar os mais fracos.




III. Tinha prazer na obra e visão da sua necessidade: At 11:19-26
Quando o evangelho chegou a Antioquia e muitos se converteram, Barnabé foi o homem escolhido pela Igreja de Jerusalém para ir cuidar daquele rebanho (At 11:19-22). Lá chegando, alegrou-se com a graça de Deus e com o progresso do Evangelho. Só um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé poderia alegrar-se com a conversão dos gentios, naquele contexto do judaísmo. Só um homem que tivesse a causa de Deus em maior conta do que os seus supostos privilégios judaicos poderia exortar a todos, judeus e gentios, “a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor” (v. 23). Trabalhar na primeira igreja do mundo gentílico, naquele difícil momento da convivência entre judeus e gentios numa mesma comunidade, não era tarefa fácil. Nos planos de Deus, porém, essa era a igreja que logo se transformaria na grande base de expansão do Cristianismo no mundo da época. Um judeu que se alegrasse com a conversão dos gentios, sem preconceitos raciais ou religiosos, era, sem dúvida, a pessoa certa para aquela igreja – um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé.




Mas Barnabé era um também homem de visão. Percebeu que o trabalho não era para um homem só. Sabia que havia uma outra pessoa, até mais capaz e preparada do que ele, para essa grande tarefa. Sabia que Paulo reunia as condições ideais para esse tipo de trabalho pois, sendo judeu, podia igualar-se aos gregos em conhecimento, ao mesmo tempo em que se excedia em zelo e amor pelos seus compatriotas. Não parou para pensar que poderia ser sobrepujado e ofuscado pela mente arguta e bem treinada do vigoroso Saulo de Tarso. O interesse em jogo não era o seu, mas o de Cristo. Foi buscar a Paulo para que o ajudasse, aquele que logo passaria para a linha de frente, deixando-o em segundo plano. Barnabé estava interessado na realização da obra, não na promoção do seu nome. Estaria contente à sombra de Paulo, desde que a obra foi feita e bem feita. Sabia que não poderia fazer o trabalho sozinho e que uma boa liderança é aquela que se cerca de pessoas capazes e preparadas para fazer a obra. Paulo, até então chamado Saulo, era esse tipo de pessoa. Mais uma vez encontramos Barnabé sendo o homem usado por Deus no encaminhamento de Paulo. Foi de Antioquia que o evangelho se espalhou para o mundo gentílico, levado principalmente pela hábil e eficiente pregação deste apóstolo. Mas foi Barnabé o responsável pelo início do trabalho. Diz-nos o texto que “partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (At 11:25-26).




O trabalho de ambos foi tão eficiente que logo a Igreja se sentiu movida pelo Espírito a sair de suas fronteiras e iniciar a grande obra de evangelização dos gentios, através desses dois obreiros.



Só um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé tem a humildade para reconhecer que precisa de ajuda e se, for necessário, colocar-se em segundo plano. Até o início da primeira viagem missionária, a ordem de menção dos nomes ainda é Barnabé e Saulo (11:30; 12:25; 13:1,2,7) Depois será preponderantemente Paulo e Barnabé (13:46,50; 14:1;15:22, 35,36), salvo três exceções (em 14:14 e 15:12,25). Barnabé sai logo de cena, no relato de Lucas, para dar lugar ao corajoso, intrépido e incansável apóstolo dos gentios, aquele a quem Jesus aparecera para dizer que seria um instrumento escolhido para levar o seu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel (At 9:15). Mas na providência sábia e soberana de Deus não haveria um Paulo se não houvesse um Barnabé.




Meu colega pastor, meu aluno seminarista, meu irmão em Cristo, qual é a sua visão da obra de Deus? Para qual lugar nessa obra Ele o tem chamado? Qual é a sua aspiração? Numa orquestra, todos os instrumentos são necessários e importantes. Há os que se destacam mais e são mais vistos, ou ouvidos. Há os que parecem até desnecessários. Mas, certamente, todos são úteis. Assim é na obra do ministério. Nem todos precisam ser o primeiro violino. Como ensina Paulo, um planta, outro rega, mas é Deus quem dá o crescimento. E conclui ele, “De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co 3:6-7).
Barnabé estava pronto a colocar-se em segundo plano, não por causa de Paulo, mas por causa de Deus. A obra de Deus era o que importava. Se Paulo podia fazê-la de modo melhor, o mérito também não era dele, mas daquele que o capacitara. Ele próprio assim o reconhecia quando, comparando-se com os demais apóstolos, disse: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes” (1Co 15:10-11). O que importa, dizia Paulo em outras palavras, é que vocês creram, seja quem tenha sido o pregador. A fé é dom de Deus, não do pregador. E escrevendo aos coríntios, ele diz: “Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” (1Co 4:7).



Conclusão:



A Igreja tem sofrido muitas vezes por falta de desprendimento, de amor aos irmãos, de companheirismo, de paciência para com os mais fracos, de espírito de perdão, de humildade, de reconhecimento dos dons dos outros, e de visão da necessidade e das possibilidades da obra de Deus. Nela não há lugar para personalismos. Interesses particulares não podem ser colocados acima do interesse da obra. A ambição de fama e de projeção, infelizmente, tem levado muitos a não reconhecer as suas próprias limitações e a não buscar a ajuda que seria indispensável, o conselho dos mais experientes, a mão amiga que evita a queda. Como na ilustração do início, até na igreja verifica-se “muitas vezes o “cada um pra si e Deus pra todos” e o “salve-se quem puder”. Não é o que aprendemos do exemplo de Barnabé, um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Que Deus nos ajude a imitá-lo!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Prazo Dado Ao Diabo !

Por David Wilkerson
“...Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).

Como seguidores de Jesus Cristo, precisamos estar continuamente cientes de que o diabo deseja nos destruir. Assim, diz Paulo, devemos conhecer ao máximo a respeito das táticas e dos planos do inimigo: “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios” (2 Coríntios 2:11).A passagem acima, do Apocalipse, diz que Satanás declarou guerra implacável contra os santos de Deus. Menciona também que Satanás tem um limite de tempo para completar sua obra: “...sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).Enquanto muitos cristãos ficam dormindo neste horário da meia noite, como Jesus previu, o diabo trabalha com fúria, elaborando preparativos para a guerra. Está perfeitamente ciente do pouco tempo que dispõe para realizar seus propósitos malignos; por isso não descansa.

Está sempre desenvolvendo esquemas, sempre planejando maneiras de molestar e destruir a igreja de Jesus Cristo!E então, quando foi que o diabo pela primeira vez entendeu que seu tempo será curto? Será que soube disso no século passado, ao ver os sinais dos tempos? Teria entendido isto quando a nação de Israel renasceu, e nação começou a se levantar contra nação? Será que reconheceu isto ao ver a grande apostasia da fé cristã? Será que de repente deduziu isto a partir das referências bíblicas que falam sobre o assunto, de que Jesus está prestes a retornar para Sua noiva?E quando o diabo se conscientizou de que tinha pouco tempo, será que entrou em pânico? Teria lutado para instalar uma sala de guerra na terra, para planejar a última trincheira de uma batalha frenética contra a igreja? Será que falou consigo mesmo: o tempo está voando. Tenho de trabalhar rápido, pois o tempo é curto até a volta de Cristo!Não! O limite de tempo de Satanás lhe foi dado há muitos séculos atrás.

Os indícios nos levam a um grande sinal que teve lugar no céu. Este sinal foi uma incrível guerra, quando Satanás decidiu destruir o menino Jesus:“Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol, com a luz debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz” (Apocalipse 12: 1-2).O sol nesta passagem representa Deus. E a mulher vestida de sol representa a noiva de Cristo, ou o povo escolhido de Deus. (Está coroada com doze estrelas, que significam as doze tribos de Israel, bem como os doze discípulos). Por fim, a criança que vai nascer aqui é Jesus, o libertador.

A passagem continua:“Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse” (cap 12: 3-4).Aqui Satanás é retratado como que aguardando na terra para destruir o Cristo infante ao nascer. E olhe, quantas vezes o diabo tentou devorar a Jesus! Primeiro Satanás usou Herodes para tentar destruir a Cristo, ordenando que este rei cruel assassinasse todos os bebês do sexo masculino de Belém.

O ódio exacerbado de Herodes se tratava de ira demoníaca, uma materialização do próprio diabo!Você pode pensar: se Herodes estava possuído por Satanás, por que o diabo não lhe indicou qual das crianças era Cristo? Por que todos os bebês do sexo masculino tiveram de ser mortos? Deus cegou os olhos de Satanás! Como diz a passagem, Deus ocultou Cristo do inimigo por um período: “Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono” (Apocalipse 12: 5).A seguir as escrituras dizem: “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão.

Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram...” (versículos 7-8). Esta guerra foi ordenada por Satanás contra o Filho de Deus e o diabo perdeu. Foi derrotado pelo sangue da cruz, derrotado uma vez por todas!Ainda mais, Satanás perdeu o acesso aos céus: “nem mais se achou no céu o lugar deles” (verso 8). “...a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse 12: 9).Houve um tempo quando os movimentos do diabo não eram limitados à terra. Jó nos diz: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles” (Jó 1:6). O diabo deve ter se apresentado com muita freqüência diante do trono de Deus como acusador dos irmãos.Mas hoje Satanás não tem mais acesso aos ouvidos de Deus.

Não pode acusar os filhos de Deus de mais nada, pois o sangue de Cristo prevaleceu sobre todas suas mentiras! A intercessão de Jesus por nós agora, não se relaciona a refutar as acusações de Satanás. No que se refere a Deus, a vitória da cruz as negativou por completo!
Satanás pode lhe mentir, não dando sossego de acusações. Mas não pode lhe acusar ao Pai celestial. Foi banido do céu e todas suas acusações não têm importância!
A Guerra Explode e Está Sendo Travada na Terra !



A grande guerra cósmica não é mais entre Cristo e o diabo. Jesus agora está assentado em segurança com o Pai celeste, fora do alcance de Satanás. Mas o diabo ainda sustenta uma guerra contra Cristo, dirigindo-a contra Sua semente!O dragão se debateu com a mulher, e foi guerrear com o remanescente da semente dela, remanescente que guarda os mandamentos de Deus, e tem o testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 12:17). A mesma fúria e a mesma tentação que Satanás dirigiu a Jesus no deserto, agora vêm contra todos os que desejam seguir a Cristo!Pedro nos adverte: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (I Pedro 5:8). Isto não quer dizer que o diabo fica flutuando em alguma parte do cosmos, dando ordem às suas hostes demoníacas. Lemos claramente que Satanás foi lançado à terra, quando Cristo o derrotou na cruz. Então, o reino do diabo se limita ao aqui-e-agora.(A corrupção espiritual nos lugares celestiais de que Paulo fala, tem a ver com a depravação espiritual nos altos postos do governo e na liderança desviada das igrejas. Paulo está dizendo que o espírito de Satanás está em ação em muitos dos que ocupam estas posições de influência.)Contrário ao que alguns cristãos pensam, Satanás não tem o poder da onipotência. Foi derrotado por Jesus e despido de toda autoridade. E Satanás também não é onisciente, o que quer dizer que ele não lê as mentes. E não é onipresente, não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Ele é fisicamente limitado a ficar em um lugar de cada vez.Porém Satanás possui principados e potestades dispostos por toda a terra. E seu exército de demônios o abastece com informações a um gesto ou chamado seu. Eles ouvem você orando, e vêem sua obediência a Deus. E é isto que lança a ira de Satanás contra você!Quando as escrituras dizem, que (o diabo) tem um tempo curto (cap. 12, verso 12), não estão se referindo ao tempo que Satanás dispõe antes da volta de Cristo. Antes, trata-se de limites contínuos de tempo, uma série de períodos curtos durante os quais o diabo tem de executar o seu trabalho. Referem-se aos tempos curtos em que ele tem de guerrear contra os santos de Deus!Ao examinarmos o que vem a significar para o diabo dispor deste curto prazo, precisamos perguntar: o que é que fazemos, que o deixa tão zangado conosco? O que faz com que ele nos inunde com todo o arsenal do inferno? Como despertamos os poderes das trevas, que tentam nos devorar?Creio que fazemos três coisas que atraem a ira do diabo:

1. Enfurecemos Satanás Com Qualquer Movimento Profundo em Direção a Deus !Talvez você há pouco tenha renovado seu compromisso de orar com seriedade. Ou, talvez tenha expresso fome de andar em santidade diante do Senhor. Ou, talvez tenha consagrado a sua mente e o seu corpo em sacrifício vivo a Deus. Você proclamou: “Não vou mais ficar pelo caminho. Tudo que tenho, dou a Jesus!”Este tipo de compromisso agita o ódio do diabo como nenhuma outra coisa. Ele sabe que qualquer pessoa que tenha a vida inteiramente entregue a Deus, é uma grande ameaça para o seu reino. Ele se lembra das vidas de Pedro, Paulo, Filipe, pessoas que saíram da multidão e gritaram “Viverei segundo a vontade de Deus!” Submeteram tudo a Cristo e devastaram o reino de Satanás!O diabo sabe muito bem que todo aquele que busca a Deus de todo coração, O acha; que os santos em oração acabam prevalecendo; que Deus aceita todo sacrifício vivo feito de coração; que o espírito faminto será farto.

Mas Satanás também sabe, que há um intervalo de tempo entre o momento em que a prece é feita e quando é respondida. Amados, este é o tempo curto que o diabo tem para trabalhar! Ele sabe que a viúva que importunava (o juiz iníquo), clamou durante um certo tempo antes de ser ouvida. E, igualmente, a nossa resposta chega no devido tempo. Neste ínterim, o diabo tenta nos devorar, enquanto esperamos no Senhor!A verdade, é que Deus não pula toda vez que gritamos: “Senhor, entrego tudo a Ti!” Deus sabe que a consagração, a entrega e a fome de Cristo, nem sempre acompanham o grito único, emocional. Portanto, o Seu Espírito não responde até ver em nós uma determinação que se mantém, alguma evidência de que não desistiremos de nossa fome. Satanás também reconhece isto. Ele sabe, por ter observado a nossa vida,quando não estamos sendo sérios quanto ao nosso compromisso com Deus. Se não estamos sendo sérios quanto a prosseguir, ele não desperdiça tempo conosco.

Nos deixa em nossa fraqueza e em nosso pecado.Mas no instante em que vê em nós a verdadeira devoção, o desejo de ser liberto do pecado, a determinação de remover toda a estultícia e entronizar a Cristo, ele então sabe que o tempo é curto. Sabe que haverá só um breve período antes de deixarmos as suas garras, e andarmos na glória, agindo pela fé, vivendo em vitória. É aí que ele começa a jogar contra nós tudo que existe no inferno!Esta é a razão específica pela qual tantos crentes dedicados no corpo de Cristo, estão neste momento enfrentando tremendas provações.

Apocalipse 12 está nos dizendo: “Em frente, cristão! Saia da letargia! Apresente o seu corpo a Jesus em sacrifício vivo. Confie no Espírito Santo para lhe livrar de toda lascívia. Busque a Deus com tudo que há em você. Mas se prepare para enfrentar a maior das provações, pois Satanás lhe atacará com toda sua força!”“E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar” (Apoc. 12:15). Você será inundado por tentações tremendas, espíritos de opressão, esgotamento, desânimo, incredulidade, desencorajamento.

O inimigo vai tentar produzir angústia no corpo, na mente e no espírito!Satanás conhece os seus pontos fracos, a sua luta contra a carne, contra a cobiça ou seus problemas mentais, e vai trabalhar pesado nestas áreas. Vai tentar lhe carregar numa enxurrada de pressões e tentações, fazendo tudo que pode para lhe quebrar. Está furioso pois vê que você se encontra à beira da vitória, e sabe que o tempo dele é curto!Tragicamente, o diabo frequentemente tem sucesso em seu tempo curto. Muitos crentes desistem da luta, cedendo à tentação e à pressão. Acreditam nas mentiras de Satanás, de que não valem nada, de que são impuros, e que nunca se libertarão. E acabam destruídos em sua fé.No entanto, a verdade é que estas mentiras jamais chegam aos ouvidos de Deus. Ele não permite nada de Satanás dentro dos céus. Então, temos de igualmente fechar a porta às mentiras do diabo, pela fé na obra de Cristo sobre a cruz!

2. Outro Prazo Que o Diabo Tem, Se Inicia Assim Que Obedecemos ao Chamado Para um Ministério ou Uma Obra.
Pergunte a qualquer pessoa que tenha sido chamada por Deus para ingressar em uma nova obra para o reino, e ela lhe dirá que Satanás foi atrás dela com ódio, jogando sobre ela aflição após aflição.

O diabo ouve você falar. Escuta o que acontece em relação ao novo passo de fé para o qual Deus lhe chama. Você ora por isto, fala a respeito, e busca o conselho de outros. E quando Satanás escuta você dizendo sim para Deus, ele sabe que dispõe só de pouco tempo até destruir por completo este chamado!Foi assim na vida de Cristo. Assim que Jesus foi batizado havendo o aparecimento da pomba, e a voz do céu O declarou Cordeiro de Deus, Salvador do mundo, Satanás entrou em ação.

Sabia que tinha só quarenta dias e noites para tentar devorar a Jesus e cessar o Seu ministério. Então trabalhou desesperadamente, usando todas as manobras tortuosas do inferno!Assim que Jesus declarou que Pedro era uma rocha de fé, Satanás chegou para peneirar o discípulo, impulsionando-o à descrença e à traição. Satanás sabia que tinha de agir depressa na vida de Pedro, antes que as palavras de Jesus a respeito do discípulo se concretizassem. Mas no final das contas, a tentação falhou pois um dia aquele homem de rocha infundiu temor no reino de Satanás!Sei como é este tipo de ataque do inferno.

Estou acabando de sair de uma das experiências mais dolorosas da minha vida. E tudo ocorreu porque Deus há pouco trouxe um novo chamado de ministério à minha vida!Depois de muito tempo em oração, senti da parte de Deus um chamado para expansão do meu ministério, falando a pastores em todo o mundo. (Não vou deixar o ministério da Igreja de Times Square, ou o ministério destas mensagens escritas. Apenas estou aumentando esta área temporária de ministério, por orientação doEspírito Santo).Nesta primavera pretendo falar a grupos de pastores de quatro países: França, Rumênia, Polônia, e Macedônia com os Bálcãs. Esta última reunião deve incluir pastores de todos os grupos étnicos que se odeiam: os pastores sérvios, albaneses, os pastores de Kosovo e dos países balcânicos. Estes homens estarão juntos em adoração, como um em Cristo, amando-O e se amando entre si.Mas assim que eu programei esta viagem Satanás entrou em ação.

Até este momento eu estava com excelente saúde. Mas de repente me abati fisicamente. Em poucas horas fiquei tão fraco que mal conseguia andar. Sentia dores internas agudas como se estivesse eliminando um cálculo renal. Logo apareceram bolhas em meu abdômen.Um médico amigo meu me informou que eu estava com herpes zoster, uma doença proveniente da catapora contraída na infância. Quanto mais velho você for ao pegar herpes zoster (e eu tenho mais de sessenta anos), pior você se sente. Fiquei com dor por semanas e nenhum remédio melhorava. As bolhas começaram a se ulcerar, e eu não conseguia dormir.Parecia que o diabo ficava dando risada, dizendo: “Quer dizer que você vai aceitar mais este ministério, não é? Não se eu conseguir evitar!”Contudo, agora mesmo, ao escrever esta mensagem faltando semanas para a minha viagem, todas as lesões desapareceram. O Senhor me levantou e me deu novas forças. Era tudo guerra vinda do inferno!Sempre foi assim, durante todos os meus anos de ministério.

Toda vez que aceito um novo chamado da parte do Senhor, seguem-se ataques demoníacos, particularmente contra minha esposa Gwen, e os meus quatro filhos. O diabo sempre tenta me amedrontar ameaçando: “Cada sim que você disser a Deus, lhe custará a sua esposa, os seus filhos, a sua saúde”.No fim da década de 80 quando nos mudamos para a cidade de Nova Iorque para começarmos a Igreja de Times Square, Gwen teve outra recidiva do câncer de seio. Ela precisou de uma operação de emergência, e depois ficamos pensando se os médicos tinham removido todo o câncer. Aí, no dia que Gwen saiu do hospital, recebemos um telefonema do Texas: a nossa filha, Bonnie, estava com câncer. Tinha 30% de chance de sobreviver.Ouvi o diabo rindo outra vez naquela ocasião, dizendo: “Muito bem, você acha que vai começar uma igreja em Nova Iorque? Pastor, é melhor pensar melhor nisto!”Satanás tenta amedrontar e desencorajar todo servo de Deus com estas mentiras. Hoje Gwen está com saúde e forte, e Bonnie há dez anos está livre do câncer. E nesse instante, ao escrever esta mensagem, não sinto nenhuma dor em meu físico.

O diabo traz estes sofrimentos intensos porque sabe que só dispõe de pouco tempo para tentar destruir os planos de Deus. Mas não devemos temê-lo!

John Knox é um belo exemplo de como podemos intimidar as mentiras do diabo. Knox foi um dos pastores mais cheios de poder da Grã Bretanha. Suas pregações aterradoras faziam com que reis e rainhas tremessem. E vivia uma vida reta para confirmar o evangelho que pregava - vivendo até o fim sem aceitar concessões.Nos últimos anos de Knox, em fase terminal de doença, Satanás enfrentou outro limite de tempo. Este homem havia enfurecido o inferno provavelmente tanto quanto o apóstolo Paulo. Então o diabo planejou, no curto tempo de que dispunha, mandar Knox para a eternidade carregando medo e incredulidade.Knox escreveu assim: “Fui testado e agredido por Satanás a vida inteira.

Mas o teste que enfrento agora , de todos eles é o que dá mais medo. Ele resolveu me devorar, e me dar um fim. Antes, ele sempre punha os meus pecados diante dos meus olhos. Tentava me prender na armadilha das seduções que o mundo traz. Mas o Espírito rompeu estes ataques”.“Agora ele me atacou de outra maneira. Este diabo astuto age para me persuadir que eu tenha ganho o céu devido à fidelidade ao meu ministério!”

Knox sabia que a salvação vinha unicamente pela fé. Havia pregado isto a vida inteira, declarando claramente que ninguém pode ser salvo por sua própria justiça, não importando quantas boas obras tenha realizado. Mas agora Satanás tentava condenar o pregador a tropeçar em razão dafidelidade!Pouco antes de sua morte, Knox testificou, “Bendito seja Deus que me capacitou a rechaçar e acabar com estes dardos malignos, com passagens das escrituras. Pela graça de Deus, sou o que sou, não eu, mas a graça de Deus em mim. Através de Jesus Cristo tive a vitória. O tentador não me tocará mais no pouco tempo que resta. Breve trocarei esta vida mortal pela bendita imortalidade através de Jesus Cristo!”

Graças a Deus pelo testemunho de John Knox! Ele usou as escrituras para combater Satanás, e o Senhor o libertou. Foi para a glória entoando louvores a Deus, na fé!


3. O Diabo Tem um Prazo de Tempo com Os Que Vêm a Cristo Para Serem Salvos e Libertos do Poder de Satanás !O que vou dizer pode lhe ofender. Porém a Bíblia declara claramente: se você estiver escravizado à cobiça, vivendo no pecado, sem o Espírito de Deus, você é um filho do diabo. Jesus disse: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos” (João 8:44). Está dizendo: “Satanás tem o controle da sua vida. Portanto, o seu pai não é Deus, mas o diabo. Você é parte da família do inimigo, não da família deDeus!”Logicamente, Cristo proferiu estas palavras à uma multidão de religiosos que se achava boa aos olhos de Deus. Externamente eram puros e religiosos, mas no íntimo estavam cheios de cobiça, sensualidade, fornicação, avareza.Além disso, há também uma doença que ataca os filhos do diabo. Chama-se enjôo do pecado. Quanto mais a pessoa cai no pecado, mais grave a doença fica. Chega ao máximo quando subitamente o pecado deixa de trazer prazer, se torna sem graça e não preenche mais.O enjôo do pecado levou um famoso e jovem astro da TV ao suicídio algumas semanas atrás.

O ator estrelava uma série de sucesso e estava ganhando uma fortuna. Tinha acabado de assinar contratos para estrelar filmes no cinema, e estava namorando uma bela atriz. Tinha fama, muito dinheiro e saúde. Mas aí seu corpo sem vida foi encontrado em um hotel barato e promíscuo.Aparentemente nenhum dos prazeres do mundo lhe satisfazia. Sua vida tinha ficado vazia, sem significado, e o suicídio por fim acabou com tudo. Morreu em consequência do enjôo do pecado!O pecado de repente perde o suave sabor.

Você já não vai mais àqueles lugares que antes frequentava. E já não está tão ansioso para se juntar ao seu grupo. O dinheiro não lhe satisfaz mais, nem o sexo ou as posses. Você sente um vazio crescente por dentro.E agora, cá está você lendo esta mensagem. Talvez tenha ficado com vontade de ler a Bíblia.

Ninguém está forçando você a isto; algo por dentro insiste em que você a pegue.Meu querido, neste exato instante Jesus está batendo à porta do seu coração, e o diabo sabe disto. E aquilo que Satanás mais teme é que você abra a porta para Cristo!

Desde o Instante em Que o Diabo OuveAquela Batida na Porta do Seu Coração,Até a Hora em Que Você a Abre e Recebe a Cristo,o Inferno Inteiro Entra em Pânico!

O diabo sabe que tem pouco tempo para trabalhar em você. E agora vai tentar de tudo para evitar que você responda ao convite de Deus! O evangelho de Lucas fala do pai que trouxe a Jesus o seu filho possuído pelo demônio. Cristo disse ao pai: “Traze o teu filho. Quando se ia aproximando, o demônio o atirou no chão e o convulsionou” (Lucas 9:41-42).

A palavra “convulsionou” aqui significa “agitou de modo violento, com tremoresintensos”.Este jovem estava chegando a Cristo, prestes a ser liberto, a ser arrebatado do reino das trevas para o reino da luz. O diabo viu que estava à beira de perder outra vítima. Então, com ira, lançou o jovem no chão em um último e violento ataque. Queria matá-lo e levar sua alma, antes que Jesus pudesse libertá-lo!Satanás tentará o mesmo com você hoje. No instante em que se aproximar de Cristo, ele vai tentar um último ataque devorador. Vai pôr diante dos seus olhos as tentações mais sedutoras. Tentará lhe derrubar com mentiras, dizendo que você nunca ficará livre do pecado e da luxúria. Tentará lhe convencer de que sempre será dele, e não de Deus!Mas quero lhe lembrar: no instante em que você dá um passo em direção a Jesus, o diabo se torna impotente. Ele não consegue parar uma pessoa que avança para Cristo! Ele não conseguiu impedir que o jovem possuído chegasse a Jesus. Cristo só teve de dizer uma palavra: “...mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou a seu pai” (Lucas 9: 42).Tiago nos diz: “...resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). E então, como se resiste ao inimigo? Faz-se isto unicamente pela fé! Simplesmente vá até Jesus, confiando que Ele lhe resgatará das garras de Satanás. “Resisti-lhe firmes na fé...” (I Pedro 5:9).

Você pode se libertar hoje. Pode dizer a Satanás: “Quando acabar de ler esta mensagem serei uma pessoa livre. Jesus é o meu Salvador e vai me libertar de toda lascívia e de toda paixão maligna. Vai acabar com tudo, porque Ele disse que o faria!”

Os dias futuros poderão ser duros para você. Mas o glorioso e esplendoroso sol do Pai vai brilhar ainda mais forte para você!





quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mãe, Presente de Deus





Faz dias comecei a pensar na homenagem que a jovem Ana Jarvis, saudosa, da mãe que lhe embalara o berço, idealizou, ao reunir um grupo de jovens da igreja Metodista para marcar momentos de saudades. Isso aconteceu em maio, segundo domingo, 1907, em Virgínia, Estados Unidos. E o "Dia das Mães" se tornou oficial em 1910, por decreto do governador de West Virgínia. No Brasil, o presidente Getúlio Vargas decretou comemorativo o dia dedicado às mães pelo decreto n0 21.366, de 1932. O simbolismo era usar uma flor branca, homenageando as mães já falecidas e uma flor vermelha, as que estão vivas.
Meditei, rebusquei a memória para dar destaque, com gratidão e amor, àquelas que, no dizer de Coelho Neto "é viver chorando num sorriso! É Ter um mundo e não Ter nada! É padecer no paraíso." Mas me veio à mente um turbilhão de imagens de mães que dignificaram a vocação, a mais doce e sofrida de quantas existem. Mergulhei, então, nas páginas das Escrituras, repositório de verdades eternas, e lá estava Eunice, a mãe que ensinou os primeiros passos da fé a Timóteo (II Tm 1:2); Isabel, a mãe do precursor dos caminhos de Cristo, João Batista (Lc 1:13); Ana, a solitária, em fervente oração no templo, para poder ter em seus braços aquele que seria profeta e conselheiro de reis (I Sm 1:13); Joquebede, a mãe que, com dor de alma, calafetou um cesto de junco e pôs nele o menino Moisés, o colocou no carriçal à beira do rio, na incerteza de revê-lo (Ex 2:3, 6:20).
Fechei a bíblia, abri as páginas da História e fiquei perdido entre tantas mães que mereciam o troféu de "honra ao mérito". E como escolher? Como destacar a mais nobre ou a mais sofrida? Suzana? Margareth? Todas escreveram páginas com sua próprias vidas. Mônica, de Cartago, peregrinou pelas estradas do mundo procurando o filho entregue à avalanche do pecado até se tornar o maior teólogo, depois de S. Paulo, Agostinho. Lia (Leah), mãe de Medelssohn, compositor e músico famoso que aprendeu de sua mãe a arte de ferir as teclas do piano. Nancy, a mãe de Tomaz Alva Edson, o magistral inventor que tirou da miséria a auréola da glória .
Já não há mais espaço, apenas para uma referência: Mãe Anônima, que preparou a merenda para que o filho não passasse fome e essa frugal refeição de dois peixes e cinco pães Jesus usou no banquete da multiplicação para cinco mil homens (Jo 6:9). Seu nome? Ninguém sabe, era mãe!.
Raimundo Correia, em seu notável poema, conta que a mãe abraçava o filho esperando que a leoa abocanhasse a presa: "A leoa pára, olha, vê e como se entendesse o amor da mãe, incólume deixou-a. É que esse amor, até nas feras vê-se! É que era mãe, talvez, essa leoa."
Rev. Antônio Varizo Júnior

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Meditando na palavra de Deus


Você quer o melhor de Deus? Se sua resposta for positiva, a primeira coisa que terá de fazer é decidir totalmente no seu interior que é isto de fato que deseja: o melhor de Deus. Esta é a decisão básica e fundamental.

Você precisa querer o melhor de Deus, e terá de decidir que não aceitará nada menos que o melhor de Deus na sua vida. Deus não nos obriga a tomar esta decisão. Depende de nós fazer a escolha...
A coisa mais importante que você pode fazer se quiser o melhor de Deus é meditar na Palavra de Deus. Encha a sua mente com a Palavra de Deus. Dê uma olhada no exemplo de Josué, e nas instruções que o Senhor lhe deu quando estava para levar Israel para sua herança:
“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Js 1.8).
Esta última parte: “farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido”, é o mesmo que dizer “acharás o melhor de Deus”. Quais são as condições? Há três, e todas se relacionam à Palavra de Deus.


1. A Palavra não deve “se apartar da tua boca” (Edição Revista e Corrigida).


2. Você deve meditar nela de “dia e noite” – o que significa continuamente.


3. Você deve observar “tudo quanto nele está escrito”.


Eu costumo resumir isto em três frases simples. Se você quer o melhor de Deus, se quer fazer prosperar seu caminho, e ser bem-sucedido, estas são as três coisas que deve fazer: pensar a Palavra de Deus, falar a Palavra de Deus, e fazer a Palavra de Deus. Coloquei pensar primeiro, porque se não pensar, nunca poderá realmente falar. Se não pensar e falar, nunca conseguirá fazer. O resultado de fazer os três é sucesso, o melhor de Deus.


Você pode dizer: “Ah, mas isto foi para Josué. Como posso saber que funcionará para mim?” O primeiro Salmo tem uma promessa semelhante, e é para todo aquele que preencher as condições. Inclui a todos. Não importa quem você é; tudo que importa é que você cumpra as condições.
“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
“Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido” (Sl 1.1-3).
Observe a última frase: “Tudo quanto ele faz será bem-sucedido”. Isto é achar o melhor de Deus; esta é a verdadeira prosperidade. Isto pode aplicar a qualquer pessoa que preencher as condições. Há cinco condições: as três primeiras são negativas, ou seja, são coisas que você não deve fazer:
1. Você não deve andar no conselho dos ímpios.


2. Você não deve se deter no caminho dos pecadores.


3. Você não deve se assentar na roda dos escarnecedores.


A questão chave aqui é onde você recebe conselho. Se você recebe o conselho da fonte errada, então toda sua vida dará errado. Depois das três condições negativas, temos duas positivas:


1. Seu prazer deve estar na lei do Senhor.


2. Você deve meditar na sua lei de dia e de noite.
Observe que as duas condições positivas falam da lei do Senhor, ou da Palavra de Deus. Primeiro, você deve ter prazer na sua lei. Segundo, deve meditar nela de dia e de noite. Observe que outra vez a meditação certa é a chave para o sucesso – meditando na Palavra de Deus de dia e de noite.
Isto não significa apenas dez minutos por dia, lendo a Bíblia; é encher sua mente de tal forma com a Bíblia que ocupe seus pensamentos durante o dia inteiro. Assim estará sempre se alimentando daquilo que é positivo, que inspira sua fé, que edifica. Pensar certo é importante, pois o que você pensa determinará a maneira como vive.
Às vezes falo que a personalidade humana é como um iceberg: sete oitavos estão debaixo da superfície. Muito pouco do iceberg aparece acima da superfície em comparação com o que está debaixo dela. Isto também ocorre com a personalidade humana.
Aquilo que uma pessoa pensa determinará o curso da sua vida. Se você medita nas coisas certas, e vive uma vida certa, então colherá os resultados que Deus prometeu: sucesso e prosperidade – ou seja, o melhor de Deus.
Dê uma olhada a uma passagem do profeta Isaías que confirma que a maneira como pensamos afeta nossa experiência. Deus está falando nesta passagem:
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor,
“Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.
“Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come,
“Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Is 55.8-11).
Observe como Deus começa com os pensamentos, e como diz que nossos pensamentos, por natureza, não são os seus pensamentos. Como, então, podemos começar a pensar os pensamentos de Deus? Deus dá a resposta nas palavras seguintes. Os caminhos e pensamentos de Deus estão num plano celestial, e nossos caminhos e pensamentos estão num plano terreno, bem abaixo de Deus. Mas a Palavra de Deus traz seus caminhos e pensamentos lá do céu para dentro das nossas vidas e coração, produzindo os resultados que precisamos.
“Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.
“Saireis com alegria e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.
“Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta; e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto” (Is 55.11-13).
Este é o resultado da Palavra de Deus descer do céu, entrar no nosso coração, ocupar nossa mente, e substituir nossos caminhos e pensamentos com os caminhos e pensamentos de Deus. A Palavra de Deus traz seus caminhos e pensamentos para dentro do nosso coração e vida. À medida que nossas mentes se encherem com a Palavra de Deus, começamos a pensar os pensamentos de Deus. Nossa vida mental é transformada completamente.
Os resultados estão descritos aqui de forma muito bela: paz (em paz sereis guiados), alegria (saireis com alegria), louvor (até a natureza participará – “as árvores do campo baterão palmas”), e fecundidade (em lugar do espinheiro e da sarça crescerão o cipreste e a murta).
Isto é o que acontece na nossa vida quando a Palavra de Deus entra e a recebemos e começamos a meditar nela. Nossos próprios caminhos e pensamentos são como o espinheiro e como a sarça; são improdutivos e inúteis. Mas quando são substituídos pela Palavra de Deus, no lugar do espinheiro e da sarça, produzimos o cipreste e a murta.
Quero sugerir-lhe que considere a substituição dos caminhos e dos pensamentos de Deus no lugar dos seus caminhos e pensamentos, como sendo a chave para o sucesso. Você deve cultivar a prática de meditar na Palavra de Deus de dia e de noite. Meditar na Palavra de Deus é aprender a pensar os pensamentos de Deus através de receber sua Palavra no nosso coração e mente.



“Não se aparte da tua boca o livro desta lei” (Js 1.8)


Derek Prince